{"id":6884,"date":"2022-08-23T09:07:09","date_gmt":"2022-08-23T12:07:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=6884"},"modified":"2022-08-23T09:07:09","modified_gmt":"2022-08-23T12:07:09","slug":"cuidados-odontologicos-na-uti-reduzem-risco-de-morte-durante-internacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/cuidados-odontologicos-na-uti-reduzem-risco-de-morte-durante-internacao\/","title":{"rendered":"Cuidados odontol\u00f3gicos na UTI reduzem risco de morte durante interna\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pode parecer desnecess\u00e1rio ao senso comum, mas cuidar da sa\u00fade bucal de um paciente internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) melhora o quadro sist\u00eamico do doente, tem impacto direto na sua recupera\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m reduz o risco de mortalidade durante a interna\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUm estudo realizado em duas UTIs do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo, em Ribeir\u00e3o Preto, refor\u00e7ou que a higiene bucal adequada associada ao tratamento odontol\u00f3gico desses pacientes reduziu em 21,4% o risco de mortalidade. Os resultados foram publicados no American Journal of Infection Control.<br \/>\nApesar de ainda ser algo relativamente novo, a odontologia hospitalar \u00e9 reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia como \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o desde 2015 e est\u00e1 se consolidando cada vez mais como uma medida fundamental no tratamento dos pacientes internados, especialmente os entubados.<br \/>\n&#8220;\u00c9 cada vez mais frequente a publica\u00e7\u00e3o de estudos que comprovam e refor\u00e7am a rela\u00e7\u00e3o da sa\u00fade bucal com a sa\u00fade geral. As evid\u00eancias s\u00e3o cada vez mais fortes&#8221;, diz a cirurgi\u00e3-dentista Let\u00edcia Mello Bezinelli, coordenadora do Servi\u00e7o de Odontologia Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein.<br \/>\nO estudo da USP Ribeir\u00e3o foi realizado em duas UTIs: uma delas UTI geral cl\u00ednico-cir\u00fargica, que recebe pacientes com doen\u00e7as cr\u00f4nicas descompensadas ou em p\u00f3s-operat\u00f3rio, e outra especializada em emerg\u00eancias, que atende pacientes que sofreram algum politraumatismo, por exemplo. A interven\u00e7\u00e3o foi realizada em 2019 e a an\u00e1lise comparativa dos dados foi de 2016, 2017 e 2018 nas mesmas unidades para avaliar se a implementa\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica teria algum impacto.<br \/>\nDe acordo com a pesquisa, na UTI cl\u00ednico-cir\u00fargica, a mortalidade caiu de 36,28% para 28,52% ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, o que significa uma redu\u00e7\u00e3o de 21,4%. Na UTI de emerg\u00eancia a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade n\u00e3o foi estatisticamente significativa e, segundo os pesquisadores, uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o seria a diferen\u00e7a do perfil dos pacientes atendidos.<br \/>\nPorta de entrada de v\u00edrus e bact\u00e9rias A nossa boca \u00e9 uma das principais portas de entrada de v\u00edrus, bact\u00e9rias e outros microrganismos no corpo humano. Nos pacientes internados em UTI sob ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, a seda\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a do tubo orotraqueal propiciam a ocorr\u00eancia de aspira\u00e7\u00e3o do conte\u00fado da cavidade oral para a \u00e1rvore pulmonar, o que aumenta o risco de pneumonia associada \u00e0 entuba\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo Let\u00edcia, ap\u00f3s um per\u00edodo no ambiente hospitalar a flora bucal muda e as bact\u00e9rias se tornam mais patog\u00eanicas (com mais poder de causar doen\u00e7as). No paciente de UTI, o risco de algum problema \u00e9 maior porque as bact\u00e9rias se adaptam muito bem \u00e0 superc\u00edfie do tubo. &#8220;Se a higiene bucal desse paciente n\u00e3o for feita de maneira adequada, o risco dele desenvolver uma pneumonia \u00e9 alt\u00edssimo&#8221;, ressalta a cirurgi\u00e3 dentista, destacando que existem crit\u00e9rios de elegibilidade para atendimento dos pacientes internados, mas todo paciente entubado no Einstein \u00e9 acompanhado diariamente pela equipe de odontologia hospitalar.<br \/>\nO que \u00e9 avaliado? Engana-se quem pensa que o atendimento odontol\u00f3gico hospitalar se resume \u00e0 limpeza da boca ou dos dentes do paciente. Os dentistas avaliam, por exemplo, se o paciente tem alguma doen\u00e7a periodontal, se tem algum dente fraturado que possa ser aspirado, se tem algum sangramento, avaliam a presen\u00e7a de fissuras que possam evoluir para alguma les\u00e3o nos l\u00e1bios, se o paciente usa alguma pr\u00f3tese, se existe alguma c\u00e1rie, entre outros fatores.<br \/>\n&#8220;Nem sempre as condi\u00e7\u00f5es odontol\u00f3gicas do paciente s\u00e3o boas. E o nosso olhar tem o objetivo de identificar fatores que possam agravar a doen\u00e7a do paciente ou dificultar a recupera\u00e7\u00e3o dele. Por isso \u00e9 fundamental que o cirurgi\u00e3o-dentista esteja devidamente capacitado, corroborando tamb\u00e9m para que a equipe de enfermagem receba treinamento adequado sobre como fazer a higieniza\u00e7\u00e3o oral e a import\u00e2ncia disso para o paciente&#8221;, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode parecer desnecess\u00e1rio ao senso comum, mas cuidar da sa\u00fade bucal de um paciente internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) melhora o quadro sist\u00eamico do doente, tem impacto direto na sua recupera\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m reduz o risco de mortalidade durante a interna\u00e7\u00e3o. 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