{"id":683,"date":"2018-01-11T13:35:04","date_gmt":"2018-01-11T15:35:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=683"},"modified":"2018-01-12T11:43:36","modified_gmt":"2018-01-12T13:43:36","slug":"indice-que-reajusta-aposentadoria-de-quem-ganha-acima-do-minimo-fica-em-207-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/indice-que-reajusta-aposentadoria-de-quem-ganha-acima-do-minimo-fica-em-207-em-2017\/","title":{"rendered":"Reajuste de aposentadoria de quem ganha acima do m\u00ednimo fica em 2,07% em 2017"},"content":{"rendered":"<p><em>Pelo 2\u00ba ano seguido, reajuste dever\u00e1 ser superior ao do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que aumentou 1,81%. Portaria que oficializa reajuste ainda precisa ser publicada<\/em><\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), usado como refer\u00eancia para o reajuste dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, acumulou 2,07% em 2017, segundo divulgou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u00c9 a menor taxa anual registrada desde a implanta\u00e7\u00e3o do Plano Real.<\/p>\n<p>Com isso, pelo segundo ano consecutivo o reajuste das aposentadorias e benef\u00edcios do INSS de quem ganha acima de 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo dever\u00e1 ser superior ao aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que teve reajuste de 1,81% e passou de R$ 937 para R$ 954 no dia 1\u00ba de janeiro \u2013 o menor aumento em 24 anos.<\/p>\n<p>Em 2017, o reajuste para aposentados e pensionistas do INSS que recebem benef\u00edcios com valor acima de um sal\u00e1rio m\u00ednimo foi de 6,58%, referente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do INPC de 2016.<\/p>\n<p>A portaria que oficializa o reajuste para 2018 ainda precisa ser publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) pelo governo federal.<\/p>\n<p>Questionado pelo G1 sobre o \u00edndice de reajuste dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios de quem recebe acima do m\u00ednimo, o Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia informou que &#8220;por lei, o reajuste dos benef\u00edcios acima do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 pelo INPC&#8221; e que a portaria definindo o reajuste ser\u00e1 publicada &#8220;ap\u00f3s a oficializa\u00e7\u00e3o do \u00edndice pelo IBGE&#8221;. No ano passado, a portaria foi publicada 5 dias depois da divulga\u00e7\u00e3o do INPC.<\/p>\n<p>Entenda o INPC<br \/>\nO INPC \u00e9 usado como \u00edndice de reajuste desde 2003. At\u00e9 2006 n\u00e3o havia um \u00edndice oficial. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e \u00edndices definidos administrativamente.<\/p>\n<p>O \u00edndice \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1979, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de 1 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande e de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>J\u00e1 o IPCA, considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, qualquer que seja a fonte, e tamb\u00e9m abrange 10 regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande e de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Sal\u00e1rio m\u00ednimo fica sem ganho real pela 2\u00ba ano seguido<br \/>\nConsiderando a taxa anual de 2,07% do INPC, o sal\u00e1rio m\u00ednimo, que teve reajuste de 1,81%, ficou sem ganho real, ou seja, abaixo da infla\u00e7\u00e3o, pelo 2\u00ba ano consecutivo.<\/p>\n<p>Em 2017, o sal\u00e1rio m\u00ednimo foi reajustado em 6,48%, ao passo que o INPC acumulado no ano foi de 6,58%, representando uma perda de 0,10% e o primeiro aumento abaixo da infla\u00e7\u00e3o desde 2003, segundo o Dpartamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese). Desde 2003, entretanto, as regras de reajuste do m\u00ednimo garantiram um ganho real acumulado de 77%, de acordo com o Dieese.<\/p>\n<p>A atual f\u00f3rmula de corre\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo leva em considera\u00e7\u00e3o a varia\u00e7\u00e3o do INPC e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2018, portanto, foi somado o resultado do PIB de 2016, que foi de queda de 3,6%, com o INPC de 2017. Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 feito apenas pela varia\u00e7\u00e3o do INPC. Ao anunciar o reajuste de 1,81% no final do ano, o governo usou apenas uma estimativa de varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice, cujo percentual exato s\u00f3 foi divulgado nesta quarta-feira.<\/p>\n<p>Em entrevista ao G1 na ocasi\u00e3o, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que, em 2017, o reajuste ficou um pouco acima do que a f\u00f3rmula do sal\u00e1rio m\u00ednimo determinava para esse ano e que por isso, para 2018, esse excedente tem de ser descontado. &#8220;No fundo, \u00e9 uma not\u00edcia boa, que a infla\u00e7\u00e3o foi baixa&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>A atual regra para corre\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo vale somente at\u00e9 2019. No ano que vem, portanto, o governo fixar\u00e1 o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 2019 pela \u00faltima vez com base nessa regra. Analistas esperam que o novo formato de corre\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, de 2020 em diante, seja um dos pontos debatidos na campanha eleitoral para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica no ano que vem.<\/p>\n<p>O valor atual do sal\u00e1rio m\u00ednimo est\u00e1 distante do valor considerado como &#8220;necess\u00e1rio&#8221;, segundo c\u00e1lculo do Dieese. De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, o m\u00ednimo &#8220;necess\u00e1rio&#8221; para suprir as despesas de uma fam\u00edlia de quatro pessoas com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia deveria ser de R$ 3.856,23 em dezembro de 2017.<\/p>\n<p><em>(g1.globo, 10.01.18)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo 2\u00ba ano seguido, reajuste dever\u00e1 ser superior ao do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que aumentou 1,81%. 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