{"id":6346,"date":"2022-03-17T21:28:37","date_gmt":"2022-03-18T00:28:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=6346"},"modified":"2022-03-17T21:28:37","modified_gmt":"2022-03-18T00:28:37","slug":"ela-se-inspirou-na-carreira-academica-para-fundar-startup-de-carne-cultivada-em-laboratorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/ela-se-inspirou-na-carreira-academica-para-fundar-startup-de-carne-cultivada-em-laboratorio\/","title":{"rendered":"Ela se inspirou na carreira acad\u00eamica para fundar startup de carne cultivada em laborat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>Cuidar de pacientes e trabalhar em consult\u00f3rios era o futuro que Bibiana Matte esperava ap\u00f3s entrar no curso de odontologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mas o envolvimento com a inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mudou completamente sua rota profissional e a lan\u00e7ou para empreender no setor de biotecnologia. Matte fundou a Ambi Real Food, startup que desenvolve carnes em laborat\u00f3rio.<br \/>\nNatural de Porto Alegre (RS), a empreendedora afirma que seu interesse por outras \u00e1reas cient\u00edficas cresceu quando ela participou do Ci\u00eancia sem Fronteiras. Encerrado em 2017, o ent\u00e3o programa do governo federal incentivava a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica no exterior. Foi estudando fora do pa\u00eds que Bibiana teve o primeiro contato com a metodologia que utilizaria nas suas empresas.<br \/>\nThank you for watching<br \/>\n\u201cEu recebi uma bolsa para realizar pesquisas na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e foi l\u00e1 que eu tive o primeiro contato com a ideia de cultivo de c\u00e9lulas, processo em que a gente isola as c\u00e9lulas nos laborat\u00f3rios para estud\u00e1-las\u201d, conta Matte a PEGN.<br \/>\nCom o t\u00e9rmino de seus estudos nos EUA, Bibiana voltou ao Brasil e finalizou sua gradua\u00e7\u00e3o em odontologia, mas n\u00e3o seguiu na profiss\u00e3o. \u201cEu segui o caminho da pesquisa, ent\u00e3o fui fazer  doutorado na mesma universidade [UFRGS]. No doutorado, eu comecei a trabalhar em como reconstruir tecidos e \u00f3rg\u00e3os no laborat\u00f3rio.\u201d<br \/>\nEla conta que naquela \u00e9poca j\u00e1 refletia sobre como transformar o que fazia dentro da universidade em aplica\u00e7\u00f5es para a sociedade. \u201cEu vi que tinha essa oportunidade de fazer testes de produtos e cosm\u00e9ticos, entre outros, utilizando essa tese de reconstru\u00e7\u00e3o [de tecidos]\u201d.<br \/>\nCom esse conceito, em 2019, ela criou a N\u00facleo Vitro. \u201cNa empresa fazemos testes de produtos [de empresas] em um modelo que n\u00f3s desenvolvemos para reconstruir as principais camadas da pele\u201d explica Matte. O m\u00e9todo permite, por exemplo, testar os efeitos de cosm\u00e9ticos na pele.<br \/>\nUtilizando a reengenharia de tecidos, m\u00e9todo aplicado na Vitro, e observando startups fora do pa\u00eds, Matte decidiu apostar em outro modelo de neg\u00f3cio. Em setembro passado, fundou a  Ambi Real Food, com o prop\u00f3sito de ser a primeira startup a desenvolver tecnologia nacional para carne cultivada.O produto \u00e9 diferente dos alimentos plant-based, que utilizam prote\u00ednas vegetais para imitar caracter\u00edsticas da carne. \u201cA carne cultivada \u00e9 feita com a tecnologia de isolamento das c\u00e9lulas bovinas no laborat\u00f3rio. A partir disso n\u00f3s utilizamos algumas metodologias para crescer essas c\u00e9lulas. Com essa tecnologia exclusiva de engenharia de tecidos, conseguimos fazer um produto que mant\u00e9m sabor, textura e nutrientes, mas sem a necessidade de abater animais\u201d, afirma Matte.<br \/>\nO pontap\u00e9 inicial para a startup veio com um aporte inicial de R$ 200 mil da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do SUL (FAPERGS). Segundo Matte, a quantia foi utilizada para o desenvolvimento da tecnologia e a cria\u00e7\u00e3o do primeiro prot\u00f3tipo de hamb\u00farguer. Atualmente, a Ambi tem uma equipe de seis pessoas, al\u00e9m de contar com um time de conselheiros e mentores.<br \/>\nSegundo Matte, o objetivo da foodtech \u00e9 fechar novas parcerias este ano com o objetivo de projetar sua planta industrial e lan\u00e7ar o produto no mercado.<br \/>\nRegula\u00e7\u00e3o<br \/>\nPara dar seus pr\u00f3ximos passos, o produto ainda precisa da aprova\u00e7\u00e3o no Brasil. At\u00e9 agora, apenas Cingapura regulamentou a comercializa\u00e7\u00e3o desse tipo de carne. Ainda assim, j\u00e1 h\u00e1 empresas de olho nesse nicho por aqui. Em julho de 2021, a BRF anunciou uma parceria com a startup israelense Aleph Farms para produzir e comercializar esse tipo de produto at\u00e9 2024.<br \/>\n\u201cA gente j\u00e1 teve reuni\u00f5es no Brasil entre Anvisa e Mapa [Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento] para conversar e entender o que \u00e9 esse produto, o que precisa ser considerado para ele ser seguro e ser lan\u00e7ado no mercado&#8221;, afirma Matte.<br \/>\nA empreendedora tamb\u00e9m afirma que funda\u00e7\u00f5es como a The Good Food Institute, que advoga sobre prote\u00ednas alternativas, est\u00e3o pr\u00f3ximas para acelerar essa nova realidade que pretende revolucionar o setor pecu\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cuidar de pacientes e trabalhar em consult\u00f3rios era o futuro que Bibiana Matte esperava ap\u00f3s entrar no curso de odontologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 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