{"id":6147,"date":"2022-02-23T18:20:10","date_gmt":"2022-02-23T21:20:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=6147"},"modified":"2022-02-23T18:20:10","modified_gmt":"2022-02-23T21:20:10","slug":"radis-destaca-relevancia-da-vacina-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/radis-destaca-relevancia-da-vacina-covid-19\/","title":{"rendered":"Radis destaca relev\u00e2ncia da vacina Covid-19"},"content":{"rendered":"<p>Em 17 de janeiro de 2022, uma segunda-feira de ver\u00e3o, o Brasil completou um ano desde que a enfermeira M\u00f4nica Calazans recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, dando a largada na imuniza\u00e7\u00e3o. No final do dia seguinte, uma ter\u00e7a-feira (18), o pa\u00eds registrou o recorde de novos casos conhecidos em 24 horas desde o in\u00edcio da pandemia, na onda desencadeada pela variante \u00d4micron, com cerca de 132 mil novos registros \u2014 nesse dia, a m\u00e9dia m\u00f3vel chegou \u00e0 marca de 83.630 novos casos, superando o pico de junho de 2021, quando foi contabilizada a m\u00e9dia de pouco mais de 77 mil infec\u00e7\u00f5es. Novos recordes de casos seriam batidos nos dias seguintes, entre o fim de janeiro e o in\u00edcio de fevereiro \u2014 em 3 de fevereiro, foram mais de 286 mil diagn\u00f3sticos positivos em 24 horas.<br \/>\nContudo, mesmo com a explos\u00e3o de casos da variante \u00f4micron em janeiro, mortes e interna\u00e7\u00f5es n\u00e3o acompanharam proporcionalmente o n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es. Na linha de frente do combate \u00e0 Covid-19 desde a primeira hora, e um dos cientistas brasileiros com maior proje\u00e7\u00e3o nesse cen\u00e1rio, o infectologista da Fiocruz, Julio Croda, n\u00e3o tem d\u00favidas em apontar o papel da vacina\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o de mortes e interna\u00e7\u00f5es decorrentes da doen\u00e7a. \u201cAs vacinas protegem muito bem para hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes, mas para infec\u00e7\u00f5es leves nem tanto. Existem pessoas que j\u00e1 tiveram doen\u00e7a pr\u00e9via, outras que j\u00e1 tomaram vacina, e mesmo assim adquirem a doen\u00e7a, numa forma mais leve, gra\u00e7as \u00e0 elevada cobertura vacinal\u201d, constata.<br \/>\nUm ano ap\u00f3s o in\u00edcio da imuniza\u00e7\u00e3o, o Brasil chega ao come\u00e7o de fevereiro com 70,7% da popula\u00e7\u00e3o totalmente vacinada, com duas doses ou dose \u00fanica, e 23% j\u00e1 com a dose de refor\u00e7o. Por\u00e9m, a resist\u00eancia de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o em se vacinar pode comprometer a expans\u00e3o da cobertura de agora em diante. Mesmo com a enxurrada de desinforma\u00e7\u00e3o sobre as vacinas \u2014 que, em seu cap\u00edtulo mais recente, tem sido um obst\u00e1culo \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as entre 5 e 11 anos \u2014, a constata\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: vacinas salvam vidas e evitam casos graves da doen\u00e7a, que podem resultar em interna\u00e7\u00f5es e mortes.<br \/>\nEm entrevista exclusiva \u00e0 Radis, Julio Croda analisou as expectativas para o ano de 2022 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia e acrescentou que a imuniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajuda a prevenir casos da chamada \u201ccovid longa\u201d, quando as pessoas permanecem com sintomas ou sequelas decorrentes da doen\u00e7a mesmo depois de passado o per\u00edodo da infec\u00e7\u00e3o \u2014 devido a desdobramentos do v\u00edrus no organismo humano que ainda desafiam a ci\u00eancia.<br \/>\nNascido em Salvador e formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Julio Croda \u00e9 pesquisador da Fiocruz Mato Grosso do Sul e assumiu, em novembro de 2021, a presid\u00eancia da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). Na conversa com a Radis, no final de janeiro, ele destacou que um dos grandes desafios para 2022 \u00e9 ampliar a vacina\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es mais pobres do planeta, como em alguns pa\u00edses da \u00c1frica \u2014 pois \u201cquanto maior e mais homog\u00eanea a cobertura vacinal, menor a chance de surgirem novas variantes\u201d. A desigualdade nas coberturas vacinais \u00e9 tamb\u00e9m um obst\u00e1culo interno a ser enfrentado no Brasil, onde as cidades mais pobres t\u00eam menor parcela da popula\u00e7\u00e3o vacinada. \u201c\u00c9 preciso levar a vacina onde a popula\u00e7\u00e3o reside\u201d, pontua.<br \/>\nDepois de dois anos de experi\u00eancia com o Sars-CoV-2, o v\u00edrus causador da covid-19, e suas diferentes variantes, Julio \u00e9 bastante cauteloso em falar sobre um poss\u00edvel \u201cfim da pandemia\u201d. Ele considera que \u201cem algum momento, a doen\u00e7a vai se tornar end\u00eamica, vai respeitar um per\u00edodo sazonal\u201d, mas para isso \u00e9 preciso expandir as coberturas vacinais e torn\u00e1-las menos desiguais. \u201cGarantir cobertura vacinal para todo mundo, pelo menos com duas doses, \u00e9 prioridade n\u00famero um. A segunda prioridade \u00e9 garantir doses de refor\u00e7o para a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel, como idosos, pessoas imunossuprimidas, que t\u00eam maior risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<br \/>\n\u201cHospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes ser\u00e3o os grandes marcadores do fim da pandemia\u201d, aponta. E a esperan\u00e7a dos cientistas \u00e9 que isso aconte\u00e7a \u2014 \u201cdevido \u00e0s vacinas, mesmo com o surgimento de novas variantes, que cada vez seja menor o impacto em termos de mortes e interna\u00e7\u00f5es\u201d. Com a constata\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica de que o coronav\u00edrus foi \u201cum evento que marcou a humanidade\u201d, Julio acredita que o v\u00edrus vai continuar circulando, ainda que tenha, no futuro, menor impacto. \u201cIsso tamb\u00e9m n\u00e3o significa que a gente vai voltar \u00e0 nossa vida habitual do passado, porque esse v\u00edrus vai ser incorporado no nosso dia a dia\u201d, resume.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 17 de janeiro de 2022, uma segunda-feira de ver\u00e3o, o Brasil completou um ano desde que a enfermeira M\u00f4nica Calazans recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, dando a largada na imuniza\u00e7\u00e3o. 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