{"id":6027,"date":"2022-02-14T09:49:24","date_gmt":"2022-02-14T12:49:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=6027"},"modified":"2022-02-14T09:49:24","modified_gmt":"2022-02-14T12:49:24","slug":"sintomas-da-omicron-saiba-quais-sao-os-principais-sinais-que-tem-levado-infectados-a-buscar-testes-de-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/sintomas-da-omicron-saiba-quais-sao-os-principais-sinais-que-tem-levado-infectados-a-buscar-testes-de-covid\/","title":{"rendered":"Sintomas da \u00f4micron: saiba quais s\u00e3o os principais sinais que t\u00eam levado infectados a buscar testes de Covid"},"content":{"rendered":"<p>Dor de garganta e cabe\u00e7a, coriza, dores musculares, fadiga, febre e tosse seca. Esses s\u00e3o os principais sintomas da variante \u00f4micron do novo coronav\u00edrus, j\u00e1 respons\u00e1vel pela maioria dos casos de Covid no Brasil.<br \/>\nInfectologistas ouvidos pelo g1 ressaltam que a \u00f4micron, com suas dezenas de muta\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus original, tem uma tend\u00eancia de infectar \u00e1reas superiores do trato respirat\u00f3rio, como a garganta, o que explica a ocorr\u00eancia desses sintomas.<br \/>\nEssa diferen\u00e7a na apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da doen\u00e7a faz com que quadros de perda de paladar e olfato, dificuldade para respirar ou falta de ar, sintomas t\u00e3o caracter\u00edsticos do come\u00e7o da pandemia, sejam cada vez mais raros.<br \/>\nIsso tamb\u00e9m ocorre pelo fato de que a variante encontra atualmente uma popula\u00e7\u00e3o mais vacinada e que, em muitos casos, j\u00e1 teve um epis\u00f3dio de Covid. Assim, em muitos casos, a variante infecta uma pessoa que j\u00e1 possui alguma resposta imune ao v\u00edrus Sars-cov-2 (embora n\u00e3o especificamente \u00e0 nova variante).<br \/>\n\u201cA \u00f4micron n\u00e3o encontra mais um hospedeiro completamente cru\u201d explica Carla Kobayashi, infectologista do Hospital S\u00edrio Liban\u00eas.<br \/>\nConfira abaixo os principais sintomas relatados pelos m\u00e9dicos:<br \/>\nDor de garganta<br \/>\nCongest\u00e3o nasal\/coriza<br \/>\nCansa\u00e7o no corpo ou dores musculares (mialgia)<br \/>\nFadiga<br \/>\nFebre (em alguns casos, n\u00e3o muito alta e mais comum em adultos)<br \/>\nTosse seca (geralmente associada \u00e0 uma irrita\u00e7\u00e3o na garganta)<br \/>\nProblemas estomacais (mais raros)<br \/>\nOs sintomas se assemelham aos relatados pelo Zoe COVID Symptom Study, um projeto da Universidade King&#8217;s College de Londres. O estudo, que registra, via smartphone, como centenas de milhares de pessoas infectadas est\u00e3o se sentindo no Reino Unido, indicou que os brit\u00e2nicos est\u00e3o apresentando os cinco principais sintomas: nariz escorrendo, dor de cabe\u00e7a, fadiga (leve ou grave), congest\u00e3o nasal\/coriza, dor de garganta.<br \/>\nOs pesquisadores compararam dados de dezembro de 2021 (quando a \u00f4micron se tornou dominante no Reino Unido), com dados do in\u00edcio de outubro (quando a delta era a dominante).<br \/>\n\u201cCom a \u00f4micron n\u00e3o temos essa caracter\u00edstica. Eu s\u00f3 vi um \u00fanico caso desde ent\u00e3o\u201d, destaca.<br \/>\n\u201cO sintoma mais frequente \u00e9 a dor de garganta. Disparado\u201d, diz Lina Paola, infectologista da Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo. \u201cAntes a gente falava mais de febre, agora \u00e9 dor de garganta. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de coceira na garganta, ou dor mesmo. Em segundo lugar est\u00e1 a coriza (nariz escorrendo) e em terceiro eu diria que est\u00e1 a fadiga e o cansa\u00e7o no corpo, acompanhando de dor\u201d.<br \/>\nA infectologista ressalta ainda que alguns pacientes t\u00eam apresentado um quadro febril mais leve, geralmente em torno de 38\u00baC. Sintomas como diarreia e dor de cabe\u00e7a, embora menos comuns, tamb\u00e9m est\u00e3o associados.<br \/>\nPaola explica que o v\u00edrus da \u00f4micron tem uma afinidade, o que os cientistas chamam de \u201ctropismo viral\u201d, de replica\u00e7\u00e3o nas vias a\u00e9reas respirat\u00f3rias superiores (cavidade nasal, faringe). Assim, alguns pacientes t\u00eam apresentam uma tend\u00eancia maior de replica\u00e7\u00e3o viral na regi\u00e3o da faringe, onde est\u00e1 a garganta.<br \/>\n\u201c\u00c9 isso que causa um efeito inflamat\u00f3rio maior. Por isso que essas pessoas t\u00eam mais dor de garganta que coriza\u201d.<br \/>\nPara a especialista, contudo, o porqu\u00ea de a \u00f4micron ter essa caracter\u00edstica \u00e9 algo que ainda precisa ser investigado pelos cientistas.<br \/>\nJ\u00e1 Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emilio Ribas, destaca que todos os sintomas comumente associados \u00e0 \u00f4micron t\u00eam uma caracter\u00edstica fundamental: sua transitoriedade.<br \/>\n\u201cS\u00e3o sintomas que passam muito r\u00e1pido\u201d, diz Suleiman. \u201cEssa sensa\u00e7\u00e3o de garganta arranhando, geralmente acompanhada de uma tosse seca \u00e9 o que dura mais. \u00c0s vezes pode durar duas semanas. Mas a tosse n\u00e3o \u00e9 severa, ela incomoda\u201d.<br \/>\n\u201cNo in\u00edcio da pandemia v\u00edamos que a m\u00e9dia de dura\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a era de 7 a 14 dias, hoje estamos falando de 3 a 7 dias\u201d, ressalta tamb\u00e9m Paola.<br \/>\n\u201cO sintoma mais frequente \u00e9 a dor de garganta. Disparado\u201d, diz Lina Paola, infectologista da Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo. \u201cAntes a gente falava mais de febre, agora \u00e9 dor de garganta. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de coceira na garganta, ou dor mesmo. Em segundo lugar est\u00e1 a coriza (nariz escorrendo) e em terceiro eu diria que est\u00e1 a fadiga e o cansa\u00e7o no corpo, acompanhando de dor\u201d.<br \/>\nA infectologista ressalta ainda que alguns pacientes t\u00eam apresentado um quadro febril mais leve, geralmente em torno de 38\u00baC. Sintomas como diarreia e dor de cabe\u00e7a, embora menos comuns, tamb\u00e9m est\u00e3o associados.<br \/>\nPaola explica que o v\u00edrus da \u00f4micron tem uma afinidade, o que os cientistas chamam de \u201ctropismo viral\u201d, de replica\u00e7\u00e3o nas vias a\u00e9reas respirat\u00f3rias superiores (cavidade nasal, faringe). Assim, alguns pacientes t\u00eam apresentam uma tend\u00eancia maior de replica\u00e7\u00e3o viral na regi\u00e3o da faringe, onde est\u00e1 a garganta.<br \/>\n\u201c\u00c9 isso que causa um efeito inflamat\u00f3rio maior. Por isso que essas pessoas t\u00eam mais dor de garganta que coriza\u201d.<br \/>\nPara a especialista, contudo, o porqu\u00ea de a \u00f4micron ter essa caracter\u00edstica \u00e9 algo que ainda precisa ser investigado pelos cientistas.<br \/>\nJ\u00e1 Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emilio Ribas, destaca que todos os sintomas comumente associados \u00e0 \u00f4micron t\u00eam uma caracter\u00edstica fundamental: sua transitoriedade.<br \/>\n\u201cS\u00e3o sintomas que passam muito r\u00e1pido\u201d, diz Suleiman. \u201cEssa sensa\u00e7\u00e3o de garganta arranhando, geralmente acompanhada de uma tosse seca \u00e9 o que dura mais. \u00c0s vezes pode durar duas semanas. Mas a tosse n\u00e3o \u00e9 severa, ela incomoda\u201d.<br \/>\n\u201cNo in\u00edcio da pandemia v\u00edamos que a m\u00e9dia de dura\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a era de 7 a 14 dias, hoje estamos falando de 3 a 7 dias\u201d, ressalta tamb\u00e9m Paola.<br \/>\n\u201cEsse n\u00e3o tem sido um sintoma t\u00e3o importante como foi nas \u00faltimas cepas\u201d, diz.<br \/>\n\u201cA tontura \u00e9 muito mais um sintoma neurol\u00f3gico, de vertigem. N\u00e3o entra na classifica\u00e7\u00e3o de um sintoma gripal\u201d, complementa a m\u00e9dica Carla Kobayashi.<br \/>\nSintomas pulmonares n\u00e3o s\u00e3o mais comuns<br \/>\nA variante \u00f4micron \u2013 tamb\u00e9m chamada B.1.1529 \u2013 foi reportada \u00e0 OMS em 24 de novembro de 2021. Desde ent\u00e3o, com a predomin\u00e2ncia desses casos, o quadro dos principais sintomas associados \u00e0 Covid mudou bastante.<br \/>\nSegundo a an\u00e1lise do Zoe COVID Symptom Study, a perda de olfato e paladar n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum em infectados com a \u00f4micron. O projeto apontou que o sintoma estava entre os 10 mais citados no in\u00edcio de 2021. Atualmente, ele ocupa o 17\u00ba lugar, com apenas uma em cada cinco pessoas relatando a falta de olfato e paladar.<br \/>\n\u201cIsso \u00e9 excepcionalmente raro hoje em dia\u201d, diz Suleiman<br \/>\nEle explica que as manifesta\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas das variantes anteriores tinham duas fases: as pessoas tinham uma s\u00edndrome gripal, com obstru\u00e7\u00e3o, coriza, mal estar e febre. Ao fim da primeira semana, o indiv\u00edduo apresentava ent\u00e3o problemas pulmonares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dor de garganta e cabe\u00e7a, coriza, dores musculares, fadiga, febre e tosse seca. Esses s\u00e3o os principais sintomas da variante \u00f4micron do novo coronav\u00edrus, j\u00e1 respons\u00e1vel pela maioria dos casos de Covid no Brasil. 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