{"id":6024,"date":"2022-02-14T09:46:56","date_gmt":"2022-02-14T12:46:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=6024"},"modified":"2022-02-14T09:46:56","modified_gmt":"2022-02-14T12:46:56","slug":"no-df-eventos-adversos-pos-vacina-sao-0002-do-total-de-imunizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/no-df-eventos-adversos-pos-vacina-sao-0002-do-total-de-imunizados\/","title":{"rendered":"No DF, eventos adversos p\u00f3s-vacina s\u00e3o 0,002% do total de imunizados"},"content":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio da pandemia no Distrito Federal mostra que a vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 \u00e9 segura e os benef\u00edcios superam poss\u00edveis riscos. De acordo com o \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico da Secretaria de Sa\u00fade, at\u00e9 o final de novembro do ano passado, o DF aplicou mais de 4,3 milh\u00f5es de doses. Nesse per\u00edodo, foram notificados 5.018 eventos adversos p\u00f3s-vacina\u00e7\u00e3o. A maioria classificado como n\u00e3o-graves, ou seja, aqueles que se manifestam por meio de sintomas leves, como dor na regi\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o, cansa\u00e7o, dor muscular, febre, dor de cabe\u00e7a, entre outros. O boletim registra apenas 77 eventos graves possivelmente associados \u00e0 vacina. Isso representa, 0,002% do total de doses aplicadas. Nos leitos de interna\u00e7\u00e3o, 90% est\u00e3o ocupados por pessoas que n\u00e3o completaram o esquema vacinal.<br \/>\nAtualmente, mais de 300 mil pessoas acima de 5 anos aptas a se vacinarem ainda n\u00e3o iniciaram a imuniza\u00e7\u00e3o. Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00e3o (SBIm), Fl\u00e1via Bravo, parte desse n\u00famero \u00e9 reflexo da campanha de m\u00e1 informa\u00e7\u00e3o que polui o debate sobre vacinas. N\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s not\u00edcias falsas que circulam entre grupos negacionistas, mas o desencontro de informa\u00e7\u00f5es favorecem a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a ao redor dos imunizantes.<br \/>\n\u201cQuando voc\u00ea diz que a vacina n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, isso tem um efeito em gerar inseguran\u00e7a. Quando exige, erradamente, que o pai assine algum papel na hora da aplica\u00e7\u00e3o [tamb\u00e9m gera]. N\u00f3s nunca fizemos isso antes, por que fazer agora?\u201d, pontua. A fala da pediatra remete ao in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o para o p\u00fablico infantil. Na \u00e9poca, houve discuss\u00e3o em torno da cobran\u00e7a ou n\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o. Quase um m\u00eas ap\u00f3s o in\u00edcio da campanha, Fl\u00e1via avalia que a cobertura vacinal desse p\u00fablico est\u00e1 abaixo do esperado. No DF, 41% das crian\u00e7as de 5 a 11 anos est\u00e3o vacinadas.<br \/>\nAnam\u00e9lia Bocca, professora de imunologia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e especialista em vacinas, afirma ser necess\u00e1rio uma iniciativa do governo para atingir o p\u00fablico que ainda n\u00e3o se vacinou. \u201cUma das possibilidades \u00e9 uma busca ativa a fim de saber quem s\u00e3o essas pessoas. \u00c9 poss\u00edvel fazer um levantamento pelo CPFs e, a partir disso, ligar para buscarem a dose.\u201d<br \/>\nAs especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que o risco de evolu\u00e7\u00e3o para um quadro grave ao contrair a Covid-19 \u00e9 muito maior do que uma poss\u00edvel rea\u00e7\u00e3o. \u201cTemos uma pandemia de n\u00e3o vacinados. Quem mais est\u00e1 internado s\u00e3o os n\u00e3o vacinados. Quem morre s\u00e3o os n\u00e3o vacinados. N\u00e3o precisa ser g\u00eanio para perceber como as vacinas s\u00e3o \u00fateis em um contexto de uma pandemia que estava ceifando a vida de milhares\u201d, destaca Fl\u00e1via Bravo.<br \/>\nSegundo a especialista, al\u00e9m do grupo estar mais vulner\u00e1vel a desenvolver uma s\u00edndrome inflamat\u00f3ria multissist\u00eamica, sequelas prolongadas e at\u00e9 morte, a falta de vacina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode favorecer surgimento de novas variantes.<br \/>\nRea\u00e7\u00f5es graves<br \/>\nSegundo consta no boletim epidemiol\u00f3gico da Secretaria de Sa\u00fade, \u00e9 considerado um evento adverso p\u00f3s-vacina\u00e7\u00e3o qualquer ocorr\u00eancia m\u00e9dica indesejada que ocorra no per\u00edodo ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do imunizante. No entanto, nem sempre esses eventos est\u00e3o diretamente ligados \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDesde o in\u00edcio da campanha, todos os estados monitoram e registram os eventos adversos no sistema e-SUS Notifica, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Os erros de imuniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o contabilizados. Ap\u00f3s a notifica\u00e7\u00e3o, uma equipe t\u00e9cnica avalia a rela\u00e7\u00e3o de causalidade com a vacina.<br \/>\nNo DF, cerca de 84% dos eventos notificados foram classificados como n\u00e3o graves ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o. Os dados s\u00e3o preliminares. O imunizante que apresentou maior incid\u00eancia de notifica\u00e7\u00e3o por n\u00famero de doses foi a CoronaVac, com 177,8 notifica\u00e7\u00f5es para cada 100 mil doses aplicadas. J\u00e1 entre os casos graves, a AstraZeneca apresentou maior incid\u00eancia, com 3,7 casos para cada 100 mil doses.<br \/>\nO m\u00e9dico e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Julival Ribeiro, refor\u00e7a que as rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o exclusivas das vacinas contra a Covid-19. \u201cMesmo as vacinas que tomamos desde sempre podem causar rea\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, s\u00e3o raros. A maioria das pessoas vai ter dor no bra\u00e7o, cefaleia. Isso \u00e9 infinitamente menor que o estrago que a doen\u00e7a pode fazer\u201d, reitera.<br \/>\nVacinas n\u00e3o s\u00e3o experimentais<br \/>\nA professora de imunologia da UnB, Anam\u00e9lia Bocca, explica que os imunizantes passam por uma s\u00e9rie de etapas antes de serem liberados para a aplica\u00e7\u00e3o. A primeira delas \u00e9 o desenvolvimento a partir de ensaios pr\u00e9-cl\u00ednicos, nos quais as vacinas s\u00e3o testadas in vitro e in vivo, em modelo animal. \u00c9 nesse momento que os cientistas analisam se o imunizante funciona e se vai induzir algum problema mais s\u00e9rio.<br \/>\nAp\u00f3s conclu\u00eddo, os resultados do estudo s\u00e3o enviados para o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela autoriza\u00e7\u00e3o dos ensaios cl\u00ednicos. No Brasil, \u00e9 a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria quem desempenha esse papel. Os ensaios cl\u00ednicos s\u00e3o divididos em tr\u00eas fases que envolvem a aplica\u00e7\u00e3o em humanos.<br \/>\n\u201cNos ensaios cl\u00ednicos de fase um, a gente utiliza um n\u00famero pequeno de pessoas somente pensando nos efeitos colaterais e na toxicidade. Na fase dois e tr\u00eas, envolvem um n\u00famero cada vez maior e pensando n\u00e3o s\u00f3 em toxicidade, toler\u00e2ncia e efeito laterais, como tamb\u00e9m na efetividade de induzir uma mem\u00f3ria imunol\u00f3gica e uma prote\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a do dois e para o tr\u00eas \u00e9 que o \u00faltimo \u00e9 multic\u00eantrico. Ou seja, tem que ser feito em v\u00e1rios locais ao redor do mundo\u201d, esclarece.<br \/>\nAs vacinas aplicadas atualmente no pa\u00eds passaram por todas as etapas e tiveram a aplica\u00e7\u00e3o aprovada por \u00f3rg\u00e3os sanit\u00e1rios nacionais e internacionais. Anam\u00e9lia ressalta que todo esse processo faz com que a seguran\u00e7a dos imunizantes seja garantida.<br \/>\n\u201cA gente n\u00e3o tem que ter medo. O que observamos \u00e9 que n\u00e3o s\u00f3 para a campanha da Covid, mas para outras doen\u00e7as infectocontagiosas, as vacinas reduziram a incid\u00eancia dessas doen\u00e7as enormemente\u201d, refor\u00e7a. \u201cEnt\u00e3o, as pessoas t\u00eam que estar motivadas para se vacinarem. N\u00e3o s\u00f3 para Covid, como para qualquer outra doen\u00e7a que tiver a vacina dispon\u00edvel, porque a vacina teve melhorou a qualidade de vida de todo mundo\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio da pandemia no Distrito Federal mostra que a vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 \u00e9 segura e os benef\u00edcios superam poss\u00edveis riscos. De acordo com o \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico da Secretaria de Sa\u00fade, at\u00e9 o final de novembro do ano passado, o DF aplicou mais de 4,3 milh\u00f5es de doses. 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