{"id":5999,"date":"2022-02-10T09:49:44","date_gmt":"2022-02-10T12:49:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5999"},"modified":"2022-02-10T09:49:44","modified_gmt":"2022-02-10T12:49:44","slug":"covid-19-balanco-de-dois-anos-da-pandemia-aponta-vacinacao-como-prioridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/covid-19-balanco-de-dois-anos-da-pandemia-aponta-vacinacao-como-prioridade\/","title":{"rendered":"Covid-19: balan\u00e7o de dois anos da pandemia aponta vacina\u00e7\u00e3o como prioridade"},"content":{"rendered":"<p>O Boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (9\/2), apresenta um balan\u00e7o de dois anos da pandemia de Covid-19, declarada Emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Nacional (Espin) pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) em 30 de janeiro de 2020 e de import\u00e2ncia nacional pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 3 de fevereiro daquele ano. A an\u00e1lise apresenta uma perspectiva da evolu\u00e7\u00e3o da pandemia, dividida em fases, desde a descoberta do v\u00edrus at\u00e9 os dias atuais, com base nos estudos realizados pelos pesquisadores da Fiocruz, e sintetiza a dimens\u00e3o das perdas, totalizando 388 milh\u00f5es de casos no mundo e 26 milh\u00f5es no Brasil (6,7% do total), com 5,71 milh\u00f5es de \u00f3bitos no planeta e mais de 630 mil no pa\u00eds (11% do total).<br \/>\nO estudo aponta para um cen\u00e1rio ainda preocupante, com r\u00e1pida transmiss\u00e3o da variante \u00d4micron e especula\u00e7\u00e3o sobre o fim da pandemia. Para os pesquisadores do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz, a cada fase da pandemia se apresentam novos desafios. \u201cSe o diagn\u00f3stico e tratamento correto, adequa\u00e7\u00e3o dos hospitais e estabelecimentos de sa\u00fade foram cruciais para a redu\u00e7\u00e3o do impacto da doen\u00e7a inicialmente, a vacina\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 considerada prioridade para o controle da pandemia\u201d, avaliam. No entanto, os pesquisadores ressaltam que as medidas n\u00e3o-farmacol\u00f3gicas continuam sendo importantes, uma vez que o distanciamento f\u00edsico e uso de m\u00e1scaras s\u00e3o os principais meios de redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o e infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus.<br \/>\nO monitoramento da nova variante, associado ao estudo gen\u00e9tico de suas muta\u00e7\u00f5es, sugere r\u00e1pido crescimento de casos, por conta da sua capacidade de propaga\u00e7\u00e3o, at\u00e9 70 vezes maior que a Delta, em alguns estudos. Alguns pesquisadores defendem que se trata de uma variante menos agressiva, uma vez que a ocorr\u00eancia de hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos n\u00e3o acompanha a curva de crescimento dos casos. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre o assunto, observam os pesquisadores.<br \/>\nAlguns pa\u00edses e ag\u00eancias de sa\u00fade j\u00e1 discutem ou v\u00eam adotando a transi\u00e7\u00e3o de pandemia para endemia. Para os pesquisadores, a mudan\u00e7a n\u00e3o representa a elimina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e da doen\u00e7a, nem mesmo a desobriga\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o individuais e coletivas. \u201cA classifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a como end\u00eamica representaria a incorpora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sociais e assistenciais na rotina do cidad\u00e3o e dos servi\u00e7os de sa\u00fade e s\u00f3 poderia ser pensada ap\u00f3s dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o pelas novas variantes e por meio de campanha mundial de vacina\u00e7\u00e3o\u201d, aponta o documento.<br \/>\nApesar das controv\u00e9rsias e incertezas ainda existentes, os pesquisadores atestam que a explos\u00e3o de casos cria temporariamente imunidade ao v\u00edrus, mesmo que a dura\u00e7\u00e3o seja curta ou tempor\u00e1ria e este cen\u00e1rio pode ser encarado como uma janela de oportunidades. \u201cEm um momento em que h\u00e1 muitas pessoas imunes \u00e0 doen\u00e7a, se houver uma alta cobertura vacinal completa h\u00e1 a possibilidade de tanto reduzir o n\u00famero de casos, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos, como bloquear a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\u201d, dizem.<br \/>\nO documento sugere que para que isso seja poss\u00edvel \u00e9 essencial colocar em pr\u00e1tica quatro estrat\u00e9gias de sa\u00fade p\u00fablica. Garantir oportunidade de aplica\u00e7\u00e3o de vacina, com a disponibilidade em unidades com hor\u00e1rio de funcionamento expandido e em postos m\u00f3veis, realizar busca ativa por pessoas que ainda n\u00e3o iniciaram seus esquemas vacinais, massificar a campanha de incentivo \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e refor\u00e7ar os benef\u00edcios gerados pela correta higieniza\u00e7\u00e3o, assim como o bom uso de m\u00e1scaras.<br \/>\nFinalmente, o Boletim aponta que o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o no Brasil, depois de um ano, tem ocorrido, mas n\u00e3o de forma homog\u00eanea e evidencia as diferentes realidades do pa\u00eds. Enquanto as regi\u00f5es Sul e Sudeste apresentam elevado percentual da popula\u00e7\u00e3o imunizada, \u00e1reas das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda t\u00eam bols\u00f5es com baixa imuniza\u00e7\u00e3o para Covid-19. \u201cEstes bols\u00f5es se constituem em locais de menor \u00cdndice de Desenvolvimento Humano, popula\u00e7\u00f5es mais jovens, menos escolarizadas, baixa renda e residentes de cidades de pequeno porte. Para estes locais, o fim da pandemia parece mais distante que para grandes centros como Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, que j\u00e1 apresentam elevada cobertura vacinal com duas doses\u201d, avaliam os cientistas.<br \/>\nCasos e \u00f3bitos<br \/>\nCom \u00f3bitos que chegam a 5,71 milh\u00f5es  em todo o mundo, o Brasil representa 11% (mais de 630 mil mortes) desse n\u00famero. Al\u00e9m de impactar na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e sobrecarregar os sistemas de sa\u00fade, resultou em uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos sociais e econ\u00f4micos que agravam as desigualdades estruturais da sociedade. De acordo com o Boletim, a pandemia n\u00e3o atingiu todos os grupos sociais e territ\u00f3rios uniformemente.<br \/>\nNa nova onda de transmiss\u00e3o que iniciou em dezembro de 2021 observa-se um acelerado aumento no n\u00famero de casos, com velocidade superior \u00e0s anteriores, al\u00e9m de uma eleva\u00e7\u00e3o no n\u00famero de \u00f3bitos, ainda que em menores propor\u00e7\u00f5es. \u201cA redu\u00e7\u00e3o da gravidade da doen\u00e7a, da sua mortalidade e das demandas por interna\u00e7\u00e3o s\u00e3o devidas \u00e0 alta cobertura da vacina\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada para a popula\u00e7\u00e3o adulta e idosa, bem como uma menor virul\u00eancia dessa variante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cepas anteriores\u201d, indica o documento.<br \/>\nIndicadores de leitos de UTI para Covid-19<br \/>\nO quadro atual, embora preocupante, constitui um cen\u00e1rio muito diferente do observado entre mar\u00e7o e junho de 2021, no momento mais cr\u00edtico da pandemia no Brasil. Os pesquisadores afirmam que as diferen\u00e7as dizem a respeito \u00e0 parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira estar vacinada contra a Covid-19, as caracter\u00edsticas da doen\u00e7a produzida pela variante \u00d4micron e \u00e0 disponibilidade de leitos de UTI, hoje significativamente menor. O documento evidencia a preocupa\u00e7\u00e3o com o crescimento consistente das taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI observado nas \u00faltimas semanas, bem como os ind\u00edcios da interioriza\u00e7\u00e3o dos casos frente \u00e0 desigual cobertura vacinal no pa\u00eds.<br \/>\nVacina\u00e7\u00e3o conta Covid-19 no Brasil<br \/>\nA desigualdade da vacina\u00e7\u00e3o no Brasil exp\u00f5e problemas de base, como acesso geogr\u00e1fico, log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o, armazenamento, gest\u00e3o de estoques e velocidade na informa\u00e7\u00e3o. Mesmo considerando a popula\u00e7\u00e3o eleg\u00edvel, mais jovem e predominante, sobretudo na Regi\u00e3o Norte, a diferen\u00e7a na cobertura \u00e9 elevada quando comparada com as regi\u00f5es Sul e Sudeste. \u201cEm meio a pandemia, problemas que deveriam ter sido enfrentados antes, para trazer mais equidade e efici\u00eancia no processo de imuniza\u00e7\u00e3o, podem tornar popula\u00e7\u00f5es com baixa taxa de cobertura mais vulner\u00e1veis e permitir o surgimento de novas variantes, como observado em \u00e1reas mais pobres do continente africano\u201d, explicam no documento. Dados de outros pa\u00edses indicam que \u00e1reas com baixa vacina\u00e7\u00e3o favorecem a ocorr\u00eancia de surtos localizados, com intensidade amplificada devido \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o das pessoas e queda no cuidado com medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas.<br \/>\nPara os pesquisadores, a falta de ampla campanha de comunica\u00e7\u00e3o para sustentar os benef\u00edcios das vacinas e das medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas se mostrou muito prejudicial. Mesmo com a trajet\u00f3ria de sucesso do PNI, manter a qualidade e o desempenho de um programa dessa natureza, em um pa\u00eds com as caracter\u00edsticas do Brasil, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Sendo assim, \u00e9 preciso planejar e investir permanentemente de modo a promover o acesso, a equidade e a universaliza\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade necess\u00e1rios.<br \/>\nFases da pandemia de Covid-19<br \/>\nExpans\u00e3o da transmiss\u00e3o das capitais para as cidades menores (fevereiro a maio de 2020)<br \/>\nO aumento de casos de SRAG com a entrada do v\u00edrus Sars-CoV-2 no pa\u00eds foi observado nas primeiras semanas epidemiol\u00f3gicas de 2020, por meio do Infogripe, sendo mais frequentes em indiv\u00edduos acima de 60 anos. Nas primeiras semanas de mar\u00e7o ocorreu a expans\u00e3o da transmiss\u00e3o de capitais e grandes cidades em dire\u00e7\u00e3o a \u00e1reas perif\u00e9ricas, pequenas cidades e zonas rurais, num movimento gradual de interioriza\u00e7\u00e3o. Esse processo foi mais lento que o verificado em outros pa\u00edses, iniciando em fevereiro e perdurando at\u00e9 maio de 2020.<br \/>\nNessa fase observavam-se grandes filas de espera para interna\u00e7\u00e3o em UTI e elevada ocorr\u00eancia de \u00f3bitos por falta de acesso, ou acesso tardio aos cuidados de alta complexidade, mesmo ap\u00f3s uma expans\u00e3o acentuada no n\u00famero de leitos de UTI SRAG\/Covid-19, incluindo a abertura de diversos hospitais de campanha no pa\u00eds. Entre os meses de abril e maio, em Manaus, \u00fanico munic\u00edpio do Amazonas com capacidade para oferta de cuidados hospitalares de alta complexidade, ocorreu o primeiro grave colapso do sistema de sa\u00fade no pa\u00eds.<br \/>\nPrimeira onda e sincroniza\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o no pa\u00eds (junho a agosto de 2020)<br \/>\nNa fase, a queda cont\u00ednua das medidas de distanciamento f\u00edsico foi seguida do crescimento gradual de casos, positividade de testes, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos que estabilizaram em um patamar elevado. Este foi um per\u00edodo caracterizado especialmente por um alto patamar na mortalidade, com cerca de mil \u00f3bitos di\u00e1rios. No per\u00edodo tamb\u00e9m come\u00e7ou a ser observado o aumento do n\u00famero de casos e de \u00f3bitos em gestantes, um forte indicativo que a Covid-19 n\u00e3o era apenas a causa direta da morte, mas tamb\u00e9m causa indireta, por criar empecilhos para a assist\u00eancia ao ciclo grav\u00eddico-puerperal.<br \/>\nPer\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre primeira e segunda ondas (setembro a novembro de 2020)<br \/>\nNo per\u00edodo houve relativa redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos e de \u00f3bitos, com governos estaduais e municipais adotando medidas isoladas de distanciamento f\u00edsico e social e uso de m\u00e1scaras, sem que se dessem de modo articulado nacionalmente e regionalmente. Em novembro, os casos voltaram a crescer e o maior impacto nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI se concentraram nas regi\u00f5es Sul e Centro-Oeste e novamente no Amazonas.<br \/>\nEmbora com varia\u00e7\u00f5es espaciais, com alguns estados e munic\u00edpios apresentando, em determinados per\u00edodos, maior n\u00famero de casos, interna\u00e7\u00f5es, taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos UTI e \u00f3bitos, na maior parte de 2020 a m\u00e9dia de idade das interna\u00e7\u00f5es em UTI esteve acima de 60 anos e a idade m\u00e9dia dos \u00f3bitos sempre esteve acima deste patamar, impactando principalmente as pessoas com mais idade, al\u00e9m daquelas com comorbidades. Este fato foi decisivo para que esses grupos fossem classificados como priorit\u00e1rios para a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose da vacina contra Covid-19, logo que fosse aprovada.<br \/>\nSegunda onda (dezembro de 2020 a junho de 2021)<br \/>\nUma segunda onda de transmiss\u00e3o iniciou no ver\u00e3o e coincidiu com o per\u00edodo de festas de fim de ano e f\u00e9rias, acompanhada da flexibiliza\u00e7\u00e3o das medidas de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade, principalmente em dezembro de 2020. Nesse contexto ocorreu r\u00e1pido crescimento e predomin\u00e2ncia da variante Gama, atingindo seu \u00e1pice em abril de 2021, com valores muito altos de casos e \u00f3bitos de mar\u00e7o a junho, alcan\u00e7ando picos de at\u00e9 3 mil \u00f3bitos por dia (pela m\u00e9dia m\u00f3vel). Esta fase foi marcada pelo colapso do sistema de sa\u00fade e pela ocorr\u00eancia de crises sanit\u00e1rias localizadas, combinando defici\u00eancia de equipamentos, de insumos para UTI e esgotamento da for\u00e7a de trabalho da sa\u00fade.<br \/>\nEm 17 de janeiro de 2021 se iniciou a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 no Brasil, por\u00e9m com um pequeno n\u00famero de doses (6,2 milh\u00f5es), chegando a mar\u00e7o com volume de doses suficientes para acelerar o processo de vacina\u00e7\u00e3o (27,5 milh\u00f5es). O avan\u00e7o, contudo, n\u00e3o impediu o r\u00e1pido crescimento e grande n\u00famero de casos, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos, bem como a crise e o colapso do sistema de sa\u00fade, entre mar\u00e7o e junho de 2020.<br \/>\nOs impactos positivos da campanha da vacina\u00e7\u00e3o (julho a novembro de 2021)<br \/>\nFoi um per\u00edodo de redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos, casos graves e mortalidade. Nesse per\u00edodo, ao mesmo tempo em que a variante Delta crescia e se tornava predominante, p\u00f4de-se verificar a efetividade da vacina\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o e, especialmente, da gravidade dos casos de Covid-19, resultando na queda das taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid-19 para adultos. A queda da taxa de positividade de testes tamb\u00e9m apontou a menor transmiss\u00e3o do v\u00edrus Sars-CoV-2, como efeito da vacina\u00e7\u00e3o, que alcan\u00e7ava 20% da popula\u00e7\u00e3o com duas doses. Em setembro, com 40% da popula\u00e7\u00e3o eleg\u00edvel vacinada, o Brasil alcan\u00e7ou uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 500 \u00f3bitos. E em novembro, j\u00e1 com 60% da popula\u00e7\u00e3o vacinada, a m\u00e9dia de \u00f3bitos di\u00e1rios estava em torno de 250.<br \/>\nTerceira onda (dezembro de 2021 a janeiro de 2022)<br \/>\nUma nova onda de transmiss\u00e3o foi iniciada em dezembro de 2021, coincidindo com o per\u00edodo de festas, f\u00e9rias, relaxamento de medidas de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade e a introdu\u00e7\u00e3o no pa\u00eds da variante \u00d4micron. Essa fase tamb\u00e9m foi marcada por uma epidemia de v\u00edrus influenza A em v\u00e1rios munic\u00edpios, o que levou ao aumento de casos de SRAG, assim como v\u00e1rias semanas de interrup\u00e7\u00e3o na recep\u00e7\u00e3o de dados da vigil\u00e2ncia, comprometendo o monitoramento e an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o da pandemia.<br \/>\nSegundo os pesquisadores do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz o Brasil ainda se encontra nesta fase e h\u00e1 forte especula\u00e7\u00e3o sobre que momento da pandemia o pa\u00eds vive e se est\u00e1 caminhando para o fim. \u201cEm que pese o fato de a vacina\u00e7\u00e3o ter impedido que as interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos subam em igual velocidade aos casos, o aumento s\u00fabito de doentes faz crescer, inevitavelmente, a demanda por servi\u00e7os de sa\u00fade, com impactos nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI\u201d, apontam.<br \/>\nO cen\u00e1rio indica ocorr\u00eancia de interna\u00e7\u00f5es maior entre idosos, quando comparadas aos adultos. No entanto, as interna\u00e7\u00f5es entre crian\u00e7as crescem em n\u00edveis preocupantes. Por se tratar do \u00faltimo grupo em que a vacina\u00e7\u00e3o foi iniciada, j\u00e1 em 2022, as crian\u00e7as representam hoje o grupo com maior vulnerabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (9\/2), apresenta um balan\u00e7o de dois anos da pandemia de Covid-19, declarada Emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Nacional (Espin) pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) em 30 de janeiro de 2020 e de import\u00e2ncia nacional pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 3 de fevereiro daquele ano. 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