{"id":5941,"date":"2022-02-07T07:25:11","date_gmt":"2022-02-07T10:25:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5941"},"modified":"2022-02-07T07:25:11","modified_gmt":"2022-02-07T10:25:11","slug":"gasto-per-capita-com-saude-aumentou-293-de-2015-a-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/gasto-per-capita-com-saude-aumentou-293-de-2015-a-2019\/","title":{"rendered":"Gasto per capita com sa\u00fade aumentou 29,3% de 2015 a 2019"},"content":{"rendered":"<p>O gasto corrente total em sa\u00fade no Brasil teve crescimento per capita de 29,3%, entre 2015 e 2019, quando passou de R$ 2.613,34 para R$ 3.380,62. Os dados est\u00e3o no livro Contas de Sa\u00fade na Perspectiva da Contabilidade Internacional: Conta SHA para o Brasil, 2015-2019, lan\u00e7ado nesta quarta-feira (2\/2), durante webinar que apresentou os resultados para o pa\u00eds e debateu os sistemas de informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade. No total, no mesmo per\u00edodo, o gasto corrente em sa\u00fade aumentou 25,1%, passando de R$ 531,8 bilh\u00f5es para R$ 710,4 bilh\u00f5es, mostra a publica\u00e7\u00e3o, que resulta da parceria entre o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a Fiocruz. Os dados da publica\u00e7\u00e3o sobre gastos em sa\u00fade foram enviados \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), para constarem de bases internacionais de informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA an\u00e1lise mostra que o gasto p\u00fablico corrente (regimes governamentais) aumentou de R$ 231,5 bilh\u00f5es para R$ 290,4 bilh\u00f5es, um crescimento nominal de 25,5% entre 2015 e 2019. Esse aumento foi menor que o observado nos regimes privados \u2013 de pr\u00e9-pagamento volunt\u00e1rio e de pagamento direto do bolso das fam\u00edlias \u2013, que passaram de R$ 285,0 bilh\u00f5es para R$ 398,0 bilh\u00f5es, ou alta de 39,6%, em termos nominais. Em 2019, na m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE, os regimes p\u00fablicos de sa\u00fade representaram 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto os regimes privados de sa\u00fade correspondiam a 2,1% do PIB. No Brasil, no mesmo ano, verificou-se uma situa\u00e7\u00e3o inversa: regimes privados representaram 5,4% do PIB e regimes p\u00fablicos, 3,9%.<br \/>\nSegundo os autores do livro, ainda h\u00e1 no Brasil um modelo focado na aten\u00e7\u00e3o curativa, com menores volumes de financiamento voltados para cuidados de longo prazo e reabilita\u00e7\u00e3o. \u201cEssas duas \u00e1reas j\u00e1 se encontravam pressionadas pelo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira e ser\u00e3o ainda mais demandadas com as necessidades de cuidados de longo prazo p\u00f3s-Covid-19\u201d, avaliaram. Na m\u00e9dia de 2015-2019, a aten\u00e7\u00e3o curativa representou metade das despesas em sa\u00fade (49,8%), seguida por 20,5% de gastos em medicamentos e artigos m\u00e9dicos e 11,3% em exames complementares. No conjunto, responderam por 81,5% do total dos gastos, com participa\u00e7\u00e3o menor da preven\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia em sa\u00fade, dos cuidados de longo prazo e da reabilita\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o.<br \/>\nEm 2019, o exame da participa\u00e7\u00e3o de cada regime de financiamento no gasto com sa\u00fade mostrou tamb\u00e9m que a aten\u00e7\u00e3o curativa foi majoritariamente financiada por regimes p\u00fablicos (52,5%), seguidos de regimes de pr\u00e9-pagamento volunt\u00e1rio (36,9%). Naquele mesmo ano, as despesas com preven\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia em sa\u00fade s\u00e3o, em sua maior parte, financiadas por regimes de financiamento governamentais \u2013 notadamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), respons\u00e1vel por 89,6% destas. Por outro lado, os gastos com medicamentos e artigos m\u00e9dicos foram majoritariamente financiados por gastos diretos do bolso das fam\u00edlias (87,7%).<br \/>\nDe modo geral, a publica\u00e7\u00e3o revela que, em m\u00e9dia, em 2019, pessoas cobertas por plano de sa\u00fade, realizando desembolso direto e com cobertura para o SUS, usufru\u00edram de cinco vezes mais recursos quando se compara \u00e0quelas cobertas apenas pelo SUS (sem planos de sa\u00fade nem desembolso direto). \u201cCabe lembrar que o SUS \u00e9 um direito de todos os brasileiros e ainda cobre estrangeiros que vivem no pa\u00eds, ao passo que os planos e seguros de sa\u00fade cobrem menos de 27% da popula\u00e7\u00e3o residente\u201d, observaram os pesquisadores.<br \/>\n<iframe title=\"Lan\u00e7amento livro \u201cContas de Sa\u00fade na Perspectiva da Contabilidade Internacional\u201d\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mYhQw0BU_78?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nWebinar em foco<br \/>\nDurante o webinar de lan\u00e7amento do livro, a vice-diretora de Ensino da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica (Ensp\/Fiocruz), Enirtes Prates Melo, avaliou que a publica\u00e7\u00e3o re\u00fane dados consistentes e resulta de uma parceria de institui\u00e7\u00f5es robustas. \u201c\u00c9 importante destacar o papel que o financiamento das a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade t\u00eam no Brasil, a partir das fontes de receitas e de como os gastos se estruturam no pa\u00eds\u201d, disse. Melo afirmou que a plataforma agrega expertise, mant\u00e9m articula\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas e reflete a import\u00e2ncia da parceria interinstitucional, cuja robustez e efici\u00eancia s\u00e3o reconhecidas internacionalmente.<br \/>\nNo painel de apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados, a pesquisadora da Ensp\/Fiocruz Maria Ang\u00e9lica Borges dos Santos, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do livro, detalhou o esfor\u00e7o dos profissionais, para produzir as Conta de Sa\u00fade no Brasil, cujos gastos representam 40% do gasto dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe. Tamb\u00e9m mencionou as diferen\u00e7as entre os resultados brasileiros e dos pa\u00edses membros da OCDE, incluindo outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, em rela\u00e7\u00e3o ao financiamento p\u00fablico e privado, bem como as participa\u00e7\u00f5es das tr\u00eas esferas de governo no financiamento das diversas fun\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<br \/>\nAo analisar o gasto p\u00fablico por esfera governamental, Santos destacou que o governo federal participa de quase todas as fun\u00e7\u00f5es de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, e que financia 61% da aten\u00e7\u00e3o ambulatorial especializada. Entre os entes p\u00fablicos gestores do SUS, disse que o governo federal financia majoritariamente os medicamentos, a reabilita\u00e7\u00e3o e os cuidados de longo prazo, por\u00e9m, em volume de recursos proporcionalmente menor. Os estados, segundo ela, s\u00e3o os maiores financiadores das interna\u00e7\u00f5es e das atividades de diagn\u00f3stico. J\u00e1 os munic\u00edpios t\u00eam maior participa\u00e7\u00e3o no financiamento da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, inclusive a odontol\u00f3gica e a aten\u00e7\u00e3o em domic\u00edlio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O gasto corrente total em sa\u00fade no Brasil teve crescimento per capita de 29,3%, entre 2015 e 2019, quando passou de R$ 2.613,34 para R$ 3.380,62. 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