{"id":5933,"date":"2022-02-07T07:21:28","date_gmt":"2022-02-07T10:21:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5933"},"modified":"2022-02-07T07:21:29","modified_gmt":"2022-02-07T10:21:29","slug":"infogripe-srag-permanece-com-forte-sinal-de-aumento-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/infogripe-srag-permanece-com-forte-sinal-de-aumento-no-brasil\/","title":{"rendered":"InfoGripe: SRAG permanece com forte sinal de aumento no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Os casos de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG) tem sinal forte de crescimento nas tend\u00eancias de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) e de curto prazo (\u00faltimas tr\u00eas semanas). \u00c9 o que aponta a edi\u00e7\u00e3o do Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (2\/2). A an\u00e1lise, referente \u00e0 Semana Epidemiol\u00f3gica (SE) 4 (per\u00edodo de 23 a 29 de janeiro), que tem como base dados inseridos no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe (Sivep-Gripe) at\u00e9 o dia 31 de janeiro, indica que 23 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o (UFs) apresentam algum sinal de crescimento, e que 22 UFs apresentam ao menos uma macrorregi\u00e3o de sa\u00fade com n\u00edvel de casos semanais de SRAG considerado muito ou extremamente alto, somando um total de 76 das 118 macrorregi\u00f5es de sa\u00fade do pa\u00eds.<br \/>\nReferente ao ano epidemiol\u00f3gico 2022, j\u00e1 foram notificados 35.279 casos de SRAG, sendo 16.593 (47,0%) com resultado laboratorial positivo para algum v\u00edrus respirat\u00f3rio, 8.349 (23,7%) negativos, e ao menos 7.616 (21,6%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, 10,6% s\u00e3o Influenza A, 0,1% Influenza B, 2,3% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR), e 79,5% Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro \u00faltimas semanas epidemiol\u00f3gicas, a preval\u00eancia entre os casos positivos foi de 10,6% Influenza A, 0,1% Influenza B, 2,3% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio, e 79,5% Sars-CoV-2 (Covid-19).<br \/>\nO cen\u00e1rio aponta crescimento em todas as faixas et\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o adulta, desde o final de novembro e in\u00edcio de dezembro, at\u00e9 o presente momento, exceto para a faixa et\u00e1ria de (20-29 anos). Entre crian\u00e7as e adolescentes (0-9 e 10-19 anos), observa-se manuten\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de queda iniciada na virada do ano. Na popula\u00e7\u00e3o adulta, \u00e9 poss\u00edvel observar uma redu\u00e7\u00e3o na taxa de crescimento nos grupos abaixo de 70 anos.<br \/>\nAs an\u00e1lises apontam que o aumento significativo de casos associados ao v\u00edrus Influenza A (gripe) ao final de novembro e ao longo do m\u00eas de dezembro, tendo inclusive superado os registros de Covid-19 em algumas destas semanas, j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais presente. Para Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, o aumento atual dos casos de SRAG est\u00e1 fundamentalmente associado \u00e0 Covid-19, uma vez que a epidemia de Influenza (gripe) j\u00e1 parece ter se encerrado na maior parte dos estados.<br \/>\n&#8220;Embora os dados associados \u00e0s \u00faltimas semanas ainda sejam parciais, h\u00e1 ind\u00edcio de que a epidemia de Influenza j\u00e1 tenha retornado a volumes basais, p\u00f3s-epid\u00eamicos, tendo atingido pico de casos nas \u00faltimas semanas de dezembro, embora a situa\u00e7\u00e3o de cada estado seja ligeiramente distinta para cada territ\u00f3rio. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid-19, os dados relativos ao final de dezembro e primeira semana de janeiro j\u00e1 apontam para a retomada do cen\u00e1rio de predom\u00ednio da Covid-19 e manuten\u00e7\u00e3o do crescimento at\u00e9 o momento. Mesmo na popula\u00e7\u00e3o infantil (0-9 anos), para a qual os v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR) e Influenza A ainda prevaleciam, tamb\u00e9m se observa tend\u00eancia de aumento nos casos positivos para Covid-19, j\u00e1 superando os demais que mant\u00e9m tend\u00eancia de queda\u201d, comenta.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/infogripe-srag-permanece-com-forte-sinal-de-aumento-no-brasil\/info_m2_0\/\" rel=\"attachment wp-att-5934\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/info_m2_0.jpg\" alt=\"\" width=\"530\" height=\"662\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5934\" srcset=\"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/info_m2_0.jpg 530w, https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/info_m2_0-240x300.jpg 240w, https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/info_m2_0-336x420.jpg 336w\" sizes=\"(max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/a><br \/>\nEstados<br \/>\nA an\u00e1lise indica que 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo (\u00faltimas 6 semanas) at\u00e9 a SE 4: Acre, Alagoas, Amazonas, Amap\u00e1, Cear\u00e1, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Para\u00edba, Piau\u00ed, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo e Tocantins. Embora Bahia, Par\u00e1 e Pernambuco apresentem sinal de estabilidade na tend\u00eancia de longo prazo, a tend\u00eancia das \u00faltimas tr\u00eas semanas \u00e9 de crescimento. O Distrito Federal apresenta sinal de estabilidade nas duas tend\u00eancias analisadas, enquanto Esp\u00edrito Santo, Rond\u00f4nia e Sergipe apresentam sinal de queda na tend\u00eancia de longo prazo e estabilidade nas \u00faltimas tr\u00eas semanas. Todas as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o apresentam ao menos uma macrorregi\u00e3o de sa\u00fade em n\u00edvel de casos semanais alto ou superior, sendo que em 22 das 27 UFs h\u00e1 pelo menos uma macrorregi\u00e3o com n\u00edvel considerado muito alto ou extremamente alto.<br \/>\nCapitais<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s capitais, nota-se que 19 das 27 apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) at\u00e9 a SE 4: Bel\u00e9m (PA), Belo Horizonte (MG), plano piloto de Bras\u00edlia e arredores (DF), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiab\u00e1 (MT), Curitiba (PR), Florian\u00f3polis (SC), Goi\u00e2nia (GO), Jo\u00e3o Pessoa (PB), Macap\u00e1 (AP), Macei\u00f3 (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ) e S\u00e3o Lu\u00eds (MA). Em Aracaju (SE), Porto Velho (RO), Recife (PE) e Vit\u00f3ria (ES), embora apresentem sinal de estabilidade ou queda na tend\u00eancia de longo prazo, est\u00e3o com sinal de crescimento na tend\u00eancia de curto prazo. Em Teresina (PI) observa-se sinal de estabilidade nas duas an\u00e1lises; em Salvador (BA) o sinal \u00e9 de queda na tend\u00eancia de longo prazo e estabilidade no curto prazo; e em Fortaleza (CE) e S\u00e3o Paulo (SP) t\u00eam-se sinal de queda nas duas an\u00e1lises de tend\u00eancia. Dentre as que apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo, apenas em Bel\u00e9m, Belo Horizonte, Florian\u00f3polis e S\u00e3o Lu\u00eds este sinal \u00e9 moderado (probabilidade > 75%), enquanto nas demais o sinal \u00e9 forte (probabilidade > 95%).<br \/>\n\u00d3bitos por SRAG no pa\u00eds<br \/>\nReferente aos casos de SRAG de 2022, j\u00e1 foram registrados 3.958 \u00f3bitos, sendo 2.861 (72,3%) com resultado laboratorial positivo para algum v\u00edrus respirat\u00f3rio, 472 (18,7%) negativos, e ao menos 219 (5,5%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos do ano corrente, 9,8% s\u00e3o Influenza A, 0,1% Influenza B, 0,2% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR), e 88,5% Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro \u00faltimas semanas epidemiol\u00f3gicas, a preval\u00eancia entre os casos positivos foi de 9,8% Influenza A, 0,1% Influenza B, 0,2% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR), e 88,5% Sars-CoV-2 (Covid-19).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os casos de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG) tem sinal forte de crescimento nas tend\u00eancias de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) e de curto prazo (\u00faltimas tr\u00eas semanas). \u00c9 o que aponta a edi\u00e7\u00e3o do Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (2\/2). 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