{"id":5914,"date":"2022-02-01T09:12:07","date_gmt":"2022-02-01T12:12:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5914"},"modified":"2022-02-01T09:12:07","modified_gmt":"2022-02-01T12:12:07","slug":"vida-pos-omicron-pesquisadores-acreditam-que-havera-estabilidade-de-casos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/vida-pos-omicron-pesquisadores-acreditam-que-havera-estabilidade-de-casos\/","title":{"rendered":"Vida p\u00f3s-\u00f4micron: pesquisadores acreditam que haver\u00e1 estabilidade de casos"},"content":{"rendered":"<p>Com a expectativa de que a alta de casos de covid-19 perdure por mais alguns dias no Distrito Federal, pesquisadores e m\u00e9dicos destacaram ao Correio o que \u00e9 poss\u00edvel esperar depois dos elevados n\u00fameros de infec\u00e7\u00f5es di\u00e1rias causadas, principalmente, pela variante \u00f4micron, de alta transmissibilidade.<br \/>\nIntegrante de um grupo de pesquisadores que acompanha a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia no pa\u00eds, o professor Tarc\u00edsio Marciano, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), cr\u00ea que a redu\u00e7\u00e3o substancial de casos de covid-19 acontecer\u00e1 em at\u00e9 tr\u00eas meses. A perspectiva \u00e9 baseada na an\u00e1lise do cen\u00e1rio nacional, mas tamb\u00e9m pelo acompanhamento do que tem acontecido em outros pa\u00edses. Ele ressalta, por\u00e9m, que o v\u00edrus n\u00e3o deixar\u00e1 de existir. &#8220;Ele continuar\u00e1 presente e vamos ter de continuar com os cuidados, como m\u00e1scara, \u00e1lcool em gel e distanciamento social, por um bom tempo, e seguir vacinando as pessoas, talvez at\u00e9 todos os anos&#8221;, destaca.<br \/>\nPara o professor, existe a possibilidade de surgimento de novas cepas, principalmente pelo \u00edndice de cont\u00e1gio. &#8220;Quanto mais um v\u00edrus circula, mais pode se modificar. Pode surgir uma variante menos perigosa ou uma que seja mais perigosa, \u00e9 dif\u00edcil prever, porque a muta\u00e7\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria e natural&#8221;, explica Tarc\u00edsio, frisando que, por enquanto, a humanidade conseguiu acabar com apenas um v\u00edrus, o da var\u00edola, cuja erradica\u00e7\u00e3o foi reconhecida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) em 1980.<br \/>\nEndemia<br \/>\nApesar de acreditar que a contamina\u00e7\u00e3o pela \u00f4micron continuar\u00e1 alta no DF at\u00e9 o fim de fevereiro, o m\u00e9dico infectologista Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), ressalta que existem outras doen\u00e7as que tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos de entender que n\u00e3o existe s\u00f3 a covid-19, h\u00e1 outras situa\u00e7\u00f5es emergenciais. Meu medo \u00e9 sobrecarregar o sistema de sa\u00fade, como estamos vendo em alguns locais. Nesse momento, toda medida que puder restringir a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus \u00e9 v\u00e1lida&#8221;, defende.<br \/>\nO receio de Julival \u00e9, principalmente, pelo potencial de varia\u00e7\u00f5es demonstrado pela covd-19. &#8220;Alguns cientistas acham que, mesmo sem prazo definido, poderemos alcan\u00e7ar uma fase end\u00eamica, o que significa que vamos conviver com o v\u00edrus por anos e que vai ser como uma gripe, ou seja, vamos ter maior controle, com vacinas, medicamentos e antivirais, sabendo como tratar melhor a doen\u00e7a. Entretanto, isso n\u00e3o \u00e9 matem\u00e1tico e n\u00e3o d\u00e1 para prever quando ser\u00e1, porque outra variante, mais grave ou mais transmiss\u00edvel, por exemplo, pode surgir&#8221;, pondera o infectologista.<br \/>\nNovo normal<br \/>\nTal como para o professor Tarc\u00edsio, ele \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever o fim da pandemia. &#8220;No momento, temos de ter muita parcim\u00f4nia. Ningu\u00e9m pode garantir que n\u00e3o haver\u00e1 outras muta\u00e7\u00f5es. Por enquanto, temos de testar, testar e testar, al\u00e9m de vacinar, vacinar e vacinar&#8221;, recomenda.<br \/>\nAs condutas adquiridas com a pandemia, como uso de m\u00e1scaras e de \u00e1lcool em gel, ser\u00e3o incorporadas ao cotidiano das pessoas sem resist\u00eancia. \u00c9 o que acredita o professor e neurocientista Carlos Tomaz, especialista em modula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es. \u201cEstamos observando que h\u00e1 perspectiva de que a pandemia, ao longo deste ano, se torne uma endemia, e precisamos aceitar o fato de que teremos outras variantes e que, portanto, todos os anos vamos precisar tomar vacina\u201d, prev\u00ea o professor.<br \/>\nPara o especialista, a manuten\u00e7\u00e3o do quadro de cuidados ter\u00e1 resultado positivo sobre a vida dos indiv\u00edduos no p\u00f3s-pandemia. \u201cEssa perspectiva n\u00e3o \u00e9 ruim. As pessoas est\u00e3o se acostumando, e essas quest\u00f5es de higiene v\u00e3o se tornar um h\u00e1bito depois que superarmos a pandemia e ser\u00e3o incorporadas na vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d, acredita Carlos Tomaz. \u201cVejo uma luz no fim do t\u00fanel, porque, apesar de ainda estarmos convivendo com a pandemia, estamos nos adaptando e aceitando as mudan\u00e7as de comportamento necess\u00e1rias\u201d, conclui o neurocientista.<br \/>\nAnalisando os n\u00fameros<br \/>\nBreno Adaid, pesquisador do Centro Universit\u00e1rio Iesb e doutor em administra\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-doutor pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) em ci\u00eancia do comportamento, estima que a quantidade de infec\u00e7\u00f5es di\u00e1rias vai continuar elevada por mais alguns dias. &#8220;Devemos ter mais uma semana de alta, no m\u00e1ximo 10 dias. Depois, veremos uma queda moderada, seguida de forte decaimento. Devemos contar duas semanas caindo e estabilizar abaixo de mil casos di\u00e1rios&#8221;, acredita o especialista, que acompanha diariamente o cen\u00e1rio pand\u00eamico desde o in\u00edcio da crise.<br \/>\nEle explica que \u00e9 importante n\u00e3o haver distor\u00e7\u00f5es na interpreta\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos notificados diariamente, j\u00e1 que a Secretaria de Sa\u00fade do DF passou a divulgar os boletins epidemiol\u00f3gicos apenas em dias \u00fateis. Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, por exemplo, a pasta contou 10,7 mil infectados e, no dia seguinte, registrou 5,4 mil novos contaminados. &#8220;N\u00e3o se pode cair na ideia errada de pegar o n\u00famero de quarta e achar que os casos ca\u00edram pela metade&#8221;, acrescenta Breno Adaid, ressaltando que o resultado pode representar ac\u00famulo nos registros.<br \/>\n&#8220;Se testarmos direito, podemos chegar a 12 mil casos di\u00e1rios. Vamos ter um acumulado de infec\u00e7\u00f5es recorde, sem precedentes. Por\u00e9m o n\u00famero de mortos n\u00e3o vai acompanhar os piores meses da pandemia. Tende a ficar bem menor (do que em 2020 e 2021), mas claro que vai subir&#8221;, explica, enfatizando que os n\u00fameros e as datas s\u00e3o apenas proje\u00e7\u00f5es. &#8220;S\u00e3o estimativas. Cravar, exatamente, o dia (do pico) \u00e9 arriscad\u00edssimo, porque depende do comportamento da popula\u00e7\u00e3o e de novos decretos, por exemplo&#8221;, completa o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a expectativa de que a alta de casos de covid-19 perdure por mais alguns dias no Distrito Federal, pesquisadores e m\u00e9dicos destacaram ao Correio o que \u00e9 poss\u00edvel esperar depois dos elevados n\u00fameros de infec\u00e7\u00f5es di\u00e1rias causadas, principalmente, pela variante \u00f4micron, de alta transmissibilidade. 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