{"id":5882,"date":"2022-01-26T10:04:14","date_gmt":"2022-01-26T13:04:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5882"},"modified":"2022-01-26T10:04:14","modified_gmt":"2022-01-26T13:04:14","slug":"infogripe-srag-permanece-com-sinal-forte-de-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/infogripe-srag-permanece-com-sinal-forte-de-crescimento\/","title":{"rendered":"InfoGripe: SRAG permanece com sinal forte de crescimento"},"content":{"rendered":"<p>Divulgada nesta ter\u00e7a-feira (25\/1), a nova edi\u00e7\u00e3o do Boletim InfoGripe Fiocruz indica que os casos notificados de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG), independentemente da presen\u00e7a de febre, apresentam sinal forte de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) e de curto prazo (\u00faltimas tr\u00eas semanas). Percebe-se que a tend\u00eancia se mant\u00e9m desde a Semana Epidemiol\u00f3gica (SE) 48, que remete ao in\u00edcio de dezembro de 2021. Vinte e cinco Unidades da Federa\u00e7\u00e3o apresentam ao menos uma macrorregi\u00e3o de sa\u00fade com n\u00edvel de casos semanais de SRAG considerado muito ou extremamente alto, somando um total de 79 das 118 macrorregi\u00f5es de sa\u00fade do pa\u00eds. Referente \u00e0 SE 3 (per\u00edodo de 16 a 22 de janeiro), a an\u00e1lise tem como base dados inseridos no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe (Sivep-Gripe) at\u00e9 o dia 24 de janeiro.<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o ao ano epidemiol\u00f3gico 2022, j\u00e1 foram notificados 22.465 casos de SRAG, sendo 8.749 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum v\u00edrus respirat\u00f3rio, 5.848 (26,0%) negativos, e ao menos 5.997 (26,7%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, 15,1% s\u00e3o Influenza A, 0,1% Influenza B, 3,1% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR), e 73,3% Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro \u00faltimas semanas epidemiol\u00f3gicas, a preval\u00eancia entre os casos positivos foi de 23,4% Influenza A, 0,2% Influenza B, 3,9% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio, e 65,2% Sars-CoV-2 (Covid-19).<br \/>\nObserva-se crescimento em todas as faixas et\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o adulta, desde o final de novembro e in\u00edcio de dezembro, at\u00e9 o presente momento. Tal cen\u00e1rio s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 observado na faixa de (0-9 anos), que se mantinha desde o m\u00eas de outubro de 2021, e ao final de dezembro apresenta revers\u00e3o do crescimento, e entre os adolescentes de (10-19 anos), que apresentaram leve queda ao final de dezembro, por\u00e9m com sinal de poss\u00edvel retomada do crescimento em janeiro. \u201cEsta revers\u00e3o na tend\u00eancia de novos casos em crian\u00e7as pode estar associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o na transmiss\u00e3o de casos de v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR) e de Influenza (gripe), que eram as principais causas de SRAG nessa faixa et\u00e1ria, enquanto os casos associados \u00e0 Covid-19 aparentam manter crescimento. Na faixa et\u00e1ria entre 10 e 19 anos, a leve queda ao final de janeiro est\u00e1 associada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o nos casos de Influenza, por\u00e9m a queda foi interrompida em fun\u00e7\u00e3o do aumento nos casos de Covid-19\u201d, explica Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.<br \/>\nDe acordo com o Boletim, resultados laboratoriais apontam em todas as faixas et\u00e1rias aumento significativo de casos associados ao v\u00edrus Influenza A (gripe) ao final de novembro e ao longo do m\u00eas de dezembro, tendo inclusive superado os registros de Covid-19 em algumas destas semanas. Embora os dados associados \u00e0s \u00faltimas semanas ainda sejam parciais, h\u00e1 ind\u00edcio de que a epidemia de Influenza j\u00e1 tenha iniciado o processo de queda na maior parte do pa\u00eds, com exce\u00e7\u00e3o de alguns estados.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid-19, os dados relativos ao final de dezembro e primeira semana de janeiro j\u00e1 apontam para a retomada do cen\u00e1rio de predom\u00ednio da Covid-19 e manuten\u00e7\u00e3o do crescimento at\u00e9 o momento. Mesmo na popula\u00e7\u00e3o infantil (0-9 anos), para a qual os v\u00edrus sinciciais respirat\u00f3rios (VSR) e Influenza A ainda prevaleciam, tamb\u00e9m se observa tend\u00eancia de aumento nos casos positivos para Covid-19, j\u00e1 superando os demais que aparentam manuten\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de queda.<br \/>\nEstados<br \/>\nA an\u00e1lise aponta que 25 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) at\u00e9 a Semana Epidemiol\u00f3gica (SE) 3. Embora Rond\u00f4nia (RO) apresente sinal de estabilidade na tend\u00eancia de longo prazo, a tend\u00eancia das \u00faltimas tr\u00eas semanas \u00e9 de crescimento. Apenas o Esp\u00edrito Santo (ES) n\u00e3o apresenta sinal de crescimento em nenhuma das duas tend\u00eancias analisadas, estando com sinal de queda na an\u00e1lise de longo prazo, e estabilidade no curto prazo. Todos os estados que apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo est\u00e3o com o indicador em n\u00edvel forte (probabilidade > 95%), exceto Roraima (RR) que apresenta sinal moderado (probabilidade > 75%). Em 25 das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o h\u00e1 pelo menos uma macrorregi\u00e3o de sa\u00fade com n\u00edvel de casos semanais considerado muito alto ou extremamente alto. No Maranh\u00e3o (MA) e em Rond\u00f4nia (RO), as macrorregi\u00f5es de sa\u00fade correspondentes encontram-se em n\u00edvel alto.<br \/>\nCapitais<br \/>\nNas capitais, observa-se que 23 das 27 apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) at\u00e9 Semana Epidemiol\u00f3gica (SE) 3. Porto Velho (RO) e Vit\u00f3ria (ES), embora apresentem sinal de estabilidade e queda na tend\u00eancia de longo prazo, respectivamente, est\u00e3o com sinal de crescimento na tend\u00eancia de curto prazo. Em S\u00e3o Paulo (SP) observa-se sinal de estabilidade nas duas an\u00e1lises, e em Salvador (BA) o sinal \u00e9 de queda nas duas tend\u00eancias. Dentre as que apresentam sinal de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo, apenas em Boa Vista (RR) e Recife (PE) este sinal \u00e9 moderado (probabilidade > 75%), enquanto Aracaju (SE), Bel\u00e9m (PA), plano piloto de Bras\u00edlia e arredores (DF), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Cuiab\u00e1 (MT), Curitiba (PR), Florian\u00f3polis (SC), Fortaleza (CE), Goi\u00e2nia (GO), Jo\u00e3o Pessoa (PB), Macap\u00e1 (AP), Macei\u00f3 (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), S\u00e3o Lu\u00eds (MA) e Teresina (PI) o sinal \u00e9 forte (probabilidade > 95%). Em Vit\u00f3ria (ES), temos sinal moderado de crescimento apenas na tend\u00eancia de curto prazo. Conforme apresentado pelos indicadores de transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria, todas as capitais encontram-se em macrorregi\u00f5es de sa\u00fade em n\u00edvel alto ou superior, sendo a maioria delas em n\u00edvel muito alto ou extremamente alto.<br \/>\nMacrorregi\u00f5es de sa\u00fade<br \/>\nEm 26 dos 27 estados, observa-se ao menos uma macrorregi\u00e3o de sa\u00fade com sinal de crescimento nas tend\u00eancias de longo ou curto prazo: Acre, Amazonas, Amap\u00e1, Rond\u00f4nia, Roraima e Tocantins, no Norte; Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Para\u00edba, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Sergipe, no Nordeste; Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, no Sudeste; Distrito Federal, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste; Paran\u00e1, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Sul. Par\u00e1 \u00e9 \u00fanico estado em que observa-se tend\u00eancia de longo e curto prazo com sinal de queda ou estabiliza\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estimativas de n\u00edvel de casos de SRAG para as macrorregi\u00f5es de sa\u00fade, n\u00e3o se observa nenhuma em n\u00edvel pr\u00e9-epid\u00eamico, enquanto temos uma em n\u00edvel epid\u00eamico, 38 em n\u00edvel alto, 61 em n\u00edvel muito alto, e 18 em n\u00edvel extremamente alto.<br \/>\n\u00d3bito<br \/>\nReferente aos casos de SRAG de 2022, j\u00e1 foram registrados 1.793 \u00f3bitos, sendo 1.122 (62,6%) com resultado laboratorial positivo para algum v\u00edrus respirat\u00f3rio, 453 (25,3%) negativos, e ao menos 144 (8,0%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos do ano corrente, 16,3% s\u00e3o de Influenza A, 0,2% Influenza B, 0,5% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR), e 82,3% Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro \u00faltimas semanas epidemiol\u00f3gicas, a preval\u00eancia entre os casos positivos foi de 25,1% Influenza A, 0,5% Influenza B, 0,6% v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR), e 72,2% Sars-CoV-2 (Covid-19).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divulgada nesta ter\u00e7a-feira (25\/1), a nova edi\u00e7\u00e3o do Boletim InfoGripe Fiocruz indica que os casos notificados de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG), independentemente da presen\u00e7a de febre, apresentam sinal forte de crescimento na tend\u00eancia de longo prazo (\u00faltimas seis semanas) e de curto prazo (\u00faltimas tr\u00eas semanas). Percebe-se que a tend\u00eancia se mant\u00e9m desde a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5883,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-5882","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5882"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5884,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5882\/revisions\/5884"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}