{"id":5851,"date":"2022-01-23T18:51:40","date_gmt":"2022-01-23T21:51:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5851"},"modified":"2022-01-23T18:51:40","modified_gmt":"2022-01-23T21:51:40","slug":"autotestes-ao-menos-9-empresas-tem-exames-prontos-para-venda-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/autotestes-ao-menos-9-empresas-tem-exames-prontos-para-venda-no-pais\/","title":{"rendered":"Autotestes: ao menos 9 empresas t\u00eam exames prontos para venda no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Com a expectativa pela aprova\u00e7\u00e3o de uso e venda de autoexames de Covid-19 no Brasil, a ind\u00fastria farmac\u00eautica j\u00e1 come\u00e7ou os preparativos para abastecer o mercado nacional.<br \/>\nNa \u00faltima quarta-feira (19\/1) a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) decidiu adiar a decis\u00e3o sobre os autoexames porque o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o enviou dados suficientes.<br \/>\nNo entanto, os \u00f3rg\u00e3os t\u00eam se reunido para alinhar as informa\u00e7\u00f5es, e aguardam que o uso dos exames seja autorizado pela ag\u00eancia nos pr\u00f3ximos dias.<br \/>\nLevantamento feito pelo Metr\u00f3poles, com informa\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara Brasileira de Diagn\u00f3stico Laboratorial (CBDL), aponta que ao menos nove empresas brasileiras e internacionais t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de produzir autoexames para o mercado brasileiro.<br \/>\nA CBDL espera que ao menos 10 milh\u00f5es de testes sejam fabricados mensalmente em territ\u00f3rio brasileiro. No entanto, a quantidade de exames disponibilizados por m\u00eas ao pa\u00eds pode chegar a bilh\u00f5es, caso a ind\u00fastria internacional exporte-os para o Brasil.<br \/>\nAo Metr\u00f3poles, as seguintes empresas informaram estar preparadas para a produ\u00e7\u00e3o dos exames: Abbott, Eco Diagn\u00f3stica, Labtest, Roche, Celer, BD Diagnostics, MedLevensohn, Vyttra Diagn\u00f3sticos e Siemens.<br \/>\nTodas s\u00e3o associadas \u00e0 CBDL. Entre as organiza\u00e7\u00f5es, duas informaram que a fabrica\u00e7\u00e3o dos autoexames deve ser realizada em territ\u00f3rio nacional: Labtest e Siemens. As demais empresas pretendem importar o produto.<br \/>\nTratativas<br \/>\nEm entrevista ao Metr\u00f3poles, o presidente-executivo da CBDL, Carlos Eduardo Gouv\u00eaa, explicou que a expectativa da ind\u00fastria \u00e9 iniciar a venda dos autoexames no Brasil em fevereiro.<br \/>\nEle pontuou que, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o dos testes pela Anvisa, cada empresa dever\u00e1 registrar seu produto na ag\u00eancia reguladora. O processo demanda an\u00e1lise de t\u00e9cnicos do \u00f3rg\u00e3o.<br \/>\n\u201cA empresa que vai fabricar o diagn\u00f3stico tem que estar alinhada e atender aos requisitos da Anvisa, al\u00e9m de submeter um dossi\u00ea \u00e0 ag\u00eancia. Tendo o \u2018ok\u2019 da Anvisa, \u00e9 dado o registro. Com esse registro, a empresa pode produzir ou importar. Em fevereiro, quem sabe, a gente j\u00e1 comece a ter os primeiros produtos\u201d, afirmou.<br \/>\nO representante da entidade avalia que o autoteste ser\u00e1 um \u201caliado\u201d da sa\u00fade p\u00fablica, desafogando unidades de sa\u00fade e auxiliando o paciente a ter um diagn\u00f3stico antecipado de Covid-19, evitando a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<br \/>\n\u201cNo caso da Covid, o autoteste tem um papel muito claro, que \u00e9 interromper esse ciclo muito r\u00e1pido e \u00e1gil de dispers\u00e3o da doen\u00e7a. A pessoa que faz o teste em casa faz porque tem alguma preocupa\u00e7\u00e3o. Se der positivo, ela j\u00e1 sabe imediatamente o que fazer, vai evitar sair em um primeiro momento, avisar \u00e0s pessoas pr\u00f3ximas que tiveram contato para, eventualmente, fazerem o teste e, por fim, vai buscar o tratamento, se precisar. Mas ali ela interrompeu o ciclo\u201d, ressalta.<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o<br \/>\nRepresentantes de diversas empresas de diagn\u00f3stico in vitro informaram \u00e0 reportagem que a produ\u00e7\u00e3o dos autotestes de Covid n\u00e3o deve ser demorada, pois o modelo ser\u00e1 semelhante aos exames r\u00e1pidos de ant\u00edgenos realizados em farm\u00e1cias brasileiras.Por essa raz\u00e3o, as f\u00e1bricas j\u00e1 est\u00e3o preparadas para produzir os autotestes, tanto por fabrica\u00e7\u00e3o 100% nacional quanto por importa\u00e7\u00e3o de insumos de outros pa\u00edses.<br \/>\n\u201cOs autotestes apoiam de forma relevante o combate \u00e0 pandemia, j\u00e1 que, cientes do cont\u00e1gio, os infectados podem evitar contato com outras pessoas e, consequentemente, a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus entre a popula\u00e7\u00e3o. A companhia ressalta que tem condi\u00e7\u00f5es para uma r\u00e1pida importa\u00e7\u00e3o e fornecimento seguro dos exames em todo o territ\u00f3rio nacional\u201d, informou a farmac\u00eautica MedLevensohn, questionada pelo Metr\u00f3poles.<br \/>\nO caso da MedLevensohn \u00e9 semelhante ao da Abbott, empresa internacional de sa\u00fade atuante na \u00e1rea de diagn\u00f3sticos. O grupo informou que tem disponibilidade para trazer o autoteste para o Brasil rapidamente. O modelo comercializado pela empresa \u00e9 intitulado Panbio, e funciona por coleta nasal. O produto \u00e9 fabricado na Coreia do Sul e na China.<br \/>\nO teste \u00e9 j\u00e1 \u00e9 utilizado em dezenas de pa\u00edses da Europa, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina. A empresa n\u00e3o informou o quantitativo mensal de autoexames que podem ser exportados para o Brasil, mas pontuou j\u00e1 ter produzido mais de 1 bilh\u00e3o de testes de Covid-19 em todo o mundo.<br \/>\n\u201cNossas opera\u00e7\u00f5es fabris est\u00e3o trabalhando 24 horas, sete dias por semana, para produzir globalmente mais de 100 milh\u00f5es de testes r\u00e1pidos e PCR de Covid-19 por m\u00eas. Milhares de testes est\u00e3o sendo entregues semanalmente ao Brasil, refor\u00e7ando nosso compromisso de atender o mercado brasileiro\u201d, informou a empresa.<br \/>\nCuidados<br \/>\nAo adiar a decis\u00e3o sobre os autoexames no Brasil, a Anvisa justificou que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o elaborou uma pol\u00edtica p\u00fablica descrevendo o uso dos produtos, a\u00e7\u00e3o exigida pela ag\u00eancia reguladora para liberar a comercializa\u00e7\u00e3o dos testes.<br \/>\nO \u00f3rg\u00e3o abriu uma dilig\u00eancia e deu 15 dias para o governo formalizar uma pol\u00edtica sobre a implementa\u00e7\u00e3o dos autotestes. A Anvisa analisar\u00e1 novamente o pedido ap\u00f3s receber as informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<br \/>\nA biom\u00e9dica, pesquisadora e divulgadora cient\u00edfica Mellanie Fontes-Dutra explicou Ao Metr\u00f3poles que as empresas devem fornecer orienta\u00e7\u00f5es suficientes aos pacientes para que os testes possam ser feitos de maneira segura sem a presen\u00e7a de um profissional de sa\u00fade.<br \/>\n\u201c\u00c9 importante que a empresa tenha o cuidado de fazer com que todas as recomenda\u00e7\u00f5es estejam adequadas e acess\u00edveis para qualquer pessoa que vai fazer o manejo, com ou sem conhecimento pr\u00e9vio sobre isso. O resultado do teste vai depender muito de que a pessoa o fa\u00e7a corretamente\u201d, disse.<br \/>\nA pesquisadora informou que as empresas devem aguardar o parecer da Anvisa e do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para saber quais adequa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o necess\u00e1rias. Ela defende que \u00e9 importante observar as pol\u00edticas j\u00e1 adotadas em outros pa\u00edses para entender qual \u00e9 o melhor caminho a ser seguido.<br \/>\nUm exemplo s\u00e3o as redes de sa\u00fade do Reino Unido e de Portugal, que fornecem canais on-line ou por telefone para que o paciente notifique o resultado do exame ao sistema p\u00fablico de sa\u00fade.<br \/>\nA tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 utilizada pelas fabricantes dos exames para auxiliar os pacientes. A empresa BD Diagnostics, uma das organiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 fornecem testes no exterior e pretendem trazer o produto para o Brasil, informou que, nos demais pa\u00edses, o autoteste da marca conta com um aplicativo para auxiliar o diagn\u00f3stico do paciente.<br \/>\n\u201cH\u00e1 muitos pa\u00edses no exterior que t\u00eam funcionado no sentido de contribuir com uma detec\u00e7\u00e3o maior dos casos. As pessoas t\u00eam mais autonomia para poder se testar quando for o momento ideal. Seria importante pegar os exemplos de sucesso da implementa\u00e7\u00e3o desse teste, ver o que foi feito em detalhes e trazer essas recomenda\u00e7\u00f5es para o Brasil\u201d, concluiu Mellanie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a expectativa pela aprova\u00e7\u00e3o de uso e venda de autoexames de Covid-19 no Brasil, a ind\u00fastria farmac\u00eautica j\u00e1 come\u00e7ou os preparativos para abastecer o mercado nacional. Na \u00faltima quarta-feira (19\/1) a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) decidiu adiar a decis\u00e3o sobre os autoexames porque o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o enviou dados suficientes. 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