{"id":5778,"date":"2022-01-10T11:54:19","date_gmt":"2022-01-10T14:54:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5778"},"modified":"2022-01-10T11:54:19","modified_gmt":"2022-01-10T14:54:19","slug":"distribuicao-de-testes-para-covid-cai-52-enquanto-omicron-avanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/distribuicao-de-testes-para-covid-cai-52-enquanto-omicron-avanca\/","title":{"rendered":"Distribui\u00e7\u00e3o de testes para Covid cai 52% enquanto \u00d4micron avan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>No momento em que come\u00e7ou a avan\u00e7ar no pa\u00eds a variante \u00d4micron da Covid-19, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade reduziu em 52% o total de testes distribu\u00eddos para detectar a doen\u00e7a.<br \/>\nO volume passou de 5,7 milh\u00f5es de unidades em novembro para 2,7 milh\u00f5es em dezembro. A cepa foi identificada no Brasil pela primeira vez em 30 de novembro de 2021.<br \/>\nO total de insumos enviados aos estados e munic\u00edpios no \u00faltimo m\u00eas do ano passado foi o menor desde agosto, quando foram entregues \u00e0s secretarias de Sa\u00fade 791 mil unidades.<br \/>\nEspecialistas entrevistados pelo Metr\u00f3poles alertam para a consequ\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o: quando a testagem cai, a subnotifica\u00e7\u00e3o de casos cresce. Dessa forma, o Brasil, que sempre testou muito pouco para a doen\u00e7a, disp\u00f5e de dados menos condizentes com a realidade para lidar com a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<br \/>\nNo balan\u00e7o anual, contudo, o volume de testes distribu\u00eddos aumentou de 20 milh\u00f5es em 2020, para 36 milh\u00f5es no ano passado. Desde o in\u00edcio da pandemia, o governo gastou R$ 1,6 bilh\u00e3o com a compra do insumo.<br \/>\nOs dados foram analisados pelo Metr\u00f3poles, com base em material publicado pelo LocalizaSUS, plataforma de presta\u00e7\u00e3o de contas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade referente \u00e0 pandemia, e consideram informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas at\u00e9 sexta-feira (7\/1).<br \/>\nA import\u00e2ncia da testagem<br \/>\nA comunidade m\u00e9dico-cient\u00edfica \u00e9 categ\u00f3rica: a testagem da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das principais medidas para acompanhar o avan\u00e7o das infec\u00e7\u00f5es por coronav\u00edrus e controlar o surgimento de novas variantes.<br \/>\nO entendimento dos infectologistas \u00e9 que a testagem consiste no instrumento mais adequado para a quebra da cadeia de transmiss\u00e3o em pessoas sem e com sintomas, pois, se o teste der positivo, o indiv\u00edduo \u00e9 orientado a aderir ao isolamento.<br \/>\nNa pr\u00e1tica, a testagem serve como subs\u00eddio para o tratamento dos acometidos pela enfermidade, para a identifica\u00e7\u00e3o das variantes circulantes e para evitar que a transmiss\u00e3o avance sem controle.<br \/>\nGoverno \u201cjoga gasolina na fogueira\u201d<br \/>\n\u201cTodos os pa\u00edses responderam de modo oposto: aumentaram a testagem para detectar mais facilmente e conter os casos positivos. Reduzir os testes \u00e9, de certa maneira, jogar gasolina na fogueira. Pessoas que n\u00e3o t\u00eam o diagn\u00f3stico positivo confirmado n\u00e3o se isolam e acabam espalhando bem mais um v\u00edrus altamente contagioso\u201d, explica Breno Adaid, coordenador do mestrado profissional em administra\u00e7\u00e3o do Centro Universit\u00e1rio Iesb e p\u00f3s-doutor em ci\u00eancia do comportamento pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<br \/>\nO professor ressalta que, com menos testes, o n\u00famero real de casos fica mascarado e o aumento de infec\u00e7\u00f5es passa a falsa impress\u00e3o de que n\u00e3o foi t\u00e3o agressivo assim; no mundo real, por\u00e9m, as contamina\u00e7\u00f5es dispararam.<br \/>\n\u201cPessoas com o positivo na m\u00e3o entram nos protocolos de isolamento de suas empresas, cuidam-se para n\u00e3o transmitir aos outros. J\u00e1 pessoas que n\u00e3o sabem sobre o diagn\u00f3stico continuam tendo de ir trabalhar, podem assumir que se trata de influenza e espalhar mais ainda o v\u00edrus\u201d, salienta.<br \/>\nBreno Adaid acrescenta. \u201cTodos os pa\u00edses desenvolvidos entenderam que \u00e9 necess\u00e1rio aumentar a testagem pra controlar melhor a pandemia. O n\u00famero fica assustadoramente alto e, inclusive, sensibiliza melhor a popula\u00e7\u00e3o. N\u00fameros baixos mascarados levam a mais relaxamento e mais cont\u00e1gio ainda\u201d, conclui.<br \/>\nVers\u00e3o oficial<br \/>\nO Metr\u00f3poles perguntou ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre a motiva\u00e7\u00e3o da queda na distribui\u00e7\u00e3o de testes e como isso impacta no controle da pandemia. A pasta n\u00e3o se manifestou at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem. O espa\u00e7o segue aberto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No momento em que come\u00e7ou a avan\u00e7ar no pa\u00eds a variante \u00d4micron da Covid-19, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade reduziu em 52% o total de testes distribu\u00eddos para detectar a doen\u00e7a. O volume passou de 5,7 milh\u00f5es de unidades em novembro para 2,7 milh\u00f5es em dezembro. 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