{"id":5721,"date":"2021-12-23T08:13:43","date_gmt":"2021-12-23T11:13:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5721"},"modified":"2021-12-23T08:13:43","modified_gmt":"2021-12-23T11:13:43","slug":"monitoracovid-19-avalia-desigualdades-no-processo-de-vacinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/monitoracovid-19-avalia-desigualdades-no-processo-de-vacinacao\/","title":{"rendered":"MonitoraCovid-19 avalia desigualdades no processo de vacina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 vem sendo marcada por desigualdades sociais no processo que atingem o territ\u00f3rio brasileiro, aponta um levantamento feito por pesquisadores do painel MonitoraCovid-19, do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Sa\u00fade (Icict\/Fiocruz). Dentre os fatores sociais avaliados est\u00e3o o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), al\u00e9m de aspectos ligados \u00e0 renda e localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Nos munic\u00edpios com menor IDH, s\u00e3o mais baixas as taxas de vacina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs dados est\u00e3o publicados na Nota T\u00e9cnica 23 do MonitoraCovid-19, divulgada essa semana na plataforma. Segunda a nota, o IDH ajuda a qualificar a desigualdade da vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Locais com baixo \u00edndice de desenvolvimento t\u00eam taxas de cobertura mais baixas, informa o estudo.<br \/>\nO estudo observou o comportamento da pandemia nos \u00faltimos dois anos, al\u00e9m de indicadores sociais e aqueles relativos ao avan\u00e7o da aplica\u00e7\u00e3o das vacinas contra a Covid-19 durante o ano de 2021. Na compara\u00e7\u00e3o entre os munic\u00edpios considerando o tipo da dose (primeira, esquema completo e refor\u00e7o), o IDH e o tamanho da popula\u00e7\u00e3o residente nestas cidades, foi observado que h\u00e1 uma queda de quase 20% na cobertura da primeira dose, de acordo com o n\u00edvel de desenvolvimento dos munic\u00edpios.<br \/>\nDe acordo com a nota: &#8220;na primeira dose, o grupo de munic\u00edpios com IDH muito alto apresentava, no \u00faltimo dado dispon\u00edvel, percentual de imuniza\u00e7\u00e3o de cerca de 80%, enquanto no grupo de munic\u00edpios com IDH baixo, esse percentual \u00e9 de 60%. Na segunda dose, o grupo de munic\u00edpios com IDH muito alto apresenta cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o com esquema vacinal completo, enquanto no grupo de munic\u00edpios com IDH baixo, \u00e9 cerca de 50%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 terceira dose, o grupo de munic\u00edpios com IDH muito alto apresenta cerca de 10% da popula\u00e7\u00e3o imunizada; no grupo de munic\u00edpios com IDH baixo esse percentual \u00e9 de somente 2,5%&#8221;.<br \/>\nConsiderando o aspecto geogr\u00e1fico, a nota aponta que algumas regi\u00f5es t\u00eam uma parte expressiva de seu territ\u00f3rio abaixo dos \u00edndices ideais de vacina\u00e7\u00e3o. &#8220;Enquanto as regi\u00f5es Sul e Sudeste apresentam elevado percentual da popula\u00e7\u00e3o imunizada, \u00e1reas da regi\u00e3o Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda apresentam bols\u00f5es com baixa imuniza\u00e7\u00e3o para Covid-19. Se considerarmos como um cen\u00e1rio de seguran\u00e7a, a vacina\u00e7\u00e3o com esquema completo acima de 80%, temos no Brasil apenas 16% dos munic\u00edpios nessa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, aponta o documento<br \/>\nEssas falhas no processo de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o preocupantes tamb\u00e9m em \u00e1rea de fronteira, como o limite entre Rond\u00f4nia e Bol\u00edvia, a tr\u00edplice fronteira entre Brasil, Peru e Col\u00f4mbia \u2013 onde se localizam as cidades de Tabatinga e Let\u00edcia- ,tamb\u00e9m na tr\u00edplice fronteira entre Roraima, Venezuela e Guiana, e todo o estado do Amap\u00e1, com fronteira com a Guiana Francesa. Esses territ\u00f3rios s\u00e3o hoje vulner\u00e1veis para a entrada de novas variantes e espalhamento do v\u00edrus da Covid-19 para todo o pa\u00eds.<br \/>\n\u201cApesar do componente longevidade considerado no IDH poder ter inflacionado o percentual de popula\u00e7\u00e3o coberta, passados quase um ano do in\u00edcio da campanha de imuniza\u00e7\u00e3o e o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o para as demais faixas et\u00e1rias, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que este fator tenha influ\u00eancia sobre a cobertura vacinal\u201d, esclarece Diego Xavier, pesquisador do MonitoraCovid-19. O IDH nesse caso representa um conjunto de fatores que podem prejudicar a vacina\u00e7\u00e3o em munic\u00edpios com desigualdades estruturais, inclusive do sistema de sa\u00fade local.<br \/>\nAl\u00e9m da acelera\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o das segundas doses do esquema vacinal e da aplica\u00e7\u00e3o da dose de refor\u00e7o, os especialistas refor\u00e7am a import\u00e2ncia das medidas de preven\u00e7\u00e3o como o uso de m\u00e1scaras, de prefer\u00eancia nos modelos PFF2 e N95, al\u00e9m da n\u00e3o recomenda\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o de eventos <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 vem sendo marcada por desigualdades sociais no processo que atingem o territ\u00f3rio brasileiro, aponta um levantamento feito por pesquisadores do painel MonitoraCovid-19, do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Sa\u00fade (Icict\/Fiocruz). 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