{"id":5455,"date":"2021-11-10T19:30:47","date_gmt":"2021-11-10T22:30:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5455"},"modified":"2021-11-10T19:30:47","modified_gmt":"2021-11-10T22:30:47","slug":"projeto-povos-lanca-mapas-ineditos-de-30-comunidades-tradicionais-do-rj-e-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/projeto-povos-lanca-mapas-ineditos-de-30-comunidades-tradicionais-do-rj-e-sp\/","title":{"rendered":"Projeto Povos lan\u00e7a mapas in\u00e9ditos de 30 comunidades tradicionais do RJ e SP"},"content":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 exatamente o territ\u00f3rio tradicional ocupado por cai\u00e7aras, ind\u00edgenas e quilombolas que integram o s\u00edtio misto do patrim\u00f4nio mundial da Unesco em Paraty e Ilha Grande e seu entorno? Esta \u00e9 apenas uma das informa\u00e7\u00f5es que o Projeto Povos come\u00e7ou a revelar, nesta \u00faltima ter\u00e7a-feira (9\/11), com o lan\u00e7amento de tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es que trazem os resultados alcan\u00e7ados pela caracteriza\u00e7\u00e3o de 30 territ\u00f3rios tradicionais da Pen\u00ednsula da Juatinga, da Bacia do Carapitanga e do Norte de Ubatuba, situados no litoral norte de S\u00e3o Paulo e no litoral sul do Rio de Janeiro.<br \/>\nAl\u00e9m de mapas in\u00e9ditos e informa\u00e7\u00f5es sobre o uso tradicional destes territ\u00f3rios, as tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es destacam tamb\u00e9m alguns dos principais conflitos em curso nas seguintes comunidades tradicionais: Quilombo do Campinho, Aldeia Araponga, Aldeia Itaxi-Mirim e Paraty-Mirim (MT Carapitanga); Praia Grande da Caja\u00edba, Calhaus, Pouso da Caja\u00edba, Juatinga, Saco Claro, Saco das Sardinhas, Cairu\u00e7u, Saco das Anchovas, Martim de S\u00e1 e Sumaca (MT Pen\u00ednsula da Juatinga); Quilombo do Camburi, Cabe\u00e7uda, Areia, Picinguaba, Vila Palmira, Quilombo da  Fazenda, Praia da Almada, Estaleiro, Ubatumirim, Justa, Cambuc\u00e1, Vilas da \u00cdndia, Gaivota, Rolim, Barbosa e Sert\u00e3o do Ubatumirim (MT Norte de Ubatuba).<br \/>\nReivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do F\u00f3rum de Comunidades Tradicionais (FCT), a realiza\u00e7\u00e3o do Projeto Povos \u00e9 uma medida de mitiga\u00e7\u00e3o, exigida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), no \u00e2mbito do licenciamento ambiental federal da atividade de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s da Petrobras no Polo Pr\u00e9-Sal. Quem executa \u00e9 o Observat\u00f3rio de Territ\u00f3rios Sustent\u00e1veis e Saud\u00e1veis da Bocaina (OTSS), uma parceria entre o FCT e a Fiocruz.<br \/>\nParticipam tamb\u00e9m a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Articula\u00e7\u00e3o das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), a Comiss\u00e3o Guarani Yvyrup\u00e1 (CGY) e a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Comunidades Tradicionais Cai\u00e7aras (CNCTC), que completam o conselho do projeto com a miss\u00e3o de garantir que todos os direitos das comunidades sejam respeitados.<br \/>\n\u201c\u00c9 emocionante demais porque, com tantas coisas dif\u00edceis acontecendo, perdas de lideran\u00e7as, n\u00f3s conseguimos com muita luta fazer um trabalho desse. E d\u00e1 para ver que est\u00e1 dando um bom resultado\u201d, celebra Guilherme Euller, lideran\u00e7a do Quilombo da Fazenda (Ubatuba-SP) e educador de campo do Projeto Povos.<br \/>\nA utilidade dos mapas constru\u00eddos pelas comunidades para a defesa de seus territ\u00f3rios tamb\u00e9m \u00e9 real\u00e7ada por integrantes do Ibama, das Defensorias P\u00fablicas, do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual do Rio de Janeiro (MPE-RJ), que foram ouvidos em videodocument\u00e1rio do Projeto Povos que relata o papel da cartografia social para a promo\u00e7\u00e3o dos direitos das comunidades tradicionais.<br \/>\n<iframe title=\"Document\u00e1rio revela papel da cartografia social para defesa de territ\u00f3rios tradicionais de RJ e SP\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wp4rMHJzlqc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nFiocruz e FCT: parceiros desde 2009<br \/>\nCriado a partir de uma parceria entre a Fiocruz)e o F\u00f3rum de Comunidades Tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba (FCT), o Observat\u00f3rio de Territ\u00f3rios Sustent\u00e1veis e Saud\u00e1veis da Bocaina (OTSS) \u00e9 um espa\u00e7o tecnopol\u00edtico de gera\u00e7\u00e3o de conhecimento cr\u00edtico, a partir do di\u00e1logo entre saber tradicional e cient\u00edfico, para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias que promovam sustentabilidade, sa\u00fade e direitos para o bem viver das comunidades tradicionais em seus territ\u00f3rios.<br \/>\nSob a coordena\u00e7\u00e3o da Vice-Presid\u00eancia de Ambiente, Aten\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade (VPAAPS\/Fiocruz) e com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico em Sa\u00fade (Fiotec), o OTSS atua em territ\u00f3rios ind\u00edgenas, quilombolas e cai\u00e7aras nas \u00e1reas de saneamento ecol\u00f3gico, agroecologia, turismo de base comunit\u00e1ria (TBC), promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o diferenciada, justi\u00e7a socioambiental, cartografia social, incuba\u00e7\u00e3o de tecnologias sociais e monitoramento territorializado da Agenda 2030.<br \/>\n\u201cO Programa de Territ\u00f3rios Sustent\u00e1veis e Saud\u00e1veis da Bocaina \u00e9 particularmente importante neste momento em que a Fiocruz completa 120 anos. Ele refor\u00e7a o papel da gera\u00e7\u00e3o de conhecimento em di\u00e1logo com os movimentos sociais em torno de projetos de desenvolvimento sustent\u00e1vel e a possibilidade de que essas solu\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es, constru\u00eddas conjuntamente, possam ser integradas ao sistema de sa\u00fade e \u00e0s pol\u00edticas sociais. Isso \u00e9 o que a experi\u00eancia da Bocaina nos inspira\u201d, afirma N\u00edsia Trindade Lima, Presidente da Fiocruz.<br \/>\nA Fiocruz e o FCT tiveram assento no comit\u00ea oficial respons\u00e1vel pela candidatura que levou Paraty e Ilha Grande ao t\u00edtulo de patrim\u00f4nio mundial da humanidade pela Unesco. As duas organiza\u00e7\u00f5es acompanham tamb\u00e9m o Plano de Gest\u00e3o Integrada do S\u00edtio Misto, sendo o FCT a organiza\u00e7\u00e3o selecionada para representar as comunidades tradicionais da regi\u00e3o ao longo de todo o processo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 exatamente o territ\u00f3rio tradicional ocupado por cai\u00e7aras, ind\u00edgenas e quilombolas que integram o s\u00edtio misto do patrim\u00f4nio mundial da Unesco em Paraty e Ilha Grande e seu entorno? 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