{"id":5026,"date":"2021-09-27T22:30:23","date_gmt":"2021-09-28T01:30:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=5026"},"modified":"2021-09-27T22:30:23","modified_gmt":"2021-09-28T01:30:23","slug":"covid-no-brasil-por-que-ultimos-dias-de-setembro-sao-decisivos-para-futuro-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/covid-no-brasil-por-que-ultimos-dias-de-setembro-sao-decisivos-para-futuro-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Covid no Brasil: por que \u00faltimos dias de setembro s\u00e3o decisivos para futuro da pandemia"},"content":{"rendered":"<p>O final de setembro \u00e9 marcado pelo fim do inverno e o in\u00edcio da primavera no Hemisf\u00e9rio Sul. Mas, em 2021, esse per\u00edodo tamb\u00e9m pode estar relacionado a outra mudan\u00e7a significativa, ao menos no Brasil: especialistas indicam que os pr\u00f3ximos dias ser\u00e3o decisivos para entender o futuro da pandemia de covid-19 por aqui.<br \/>\nE isso tem a ver com uma s\u00e9rie de fatores que ocorreram nas \u00faltimas semanas e que podem ter influ\u00eancia direta no n\u00famero de casos, hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes pela doen\u00e7a provocada pelo coronav\u00edrus.<br \/>\nFalamos aqui de aglomera\u00e7\u00f5es registradas em protestos, eventos e viagens, o menor impacto da variante Delta no Brasil, o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o al\u00edvio em algumas medidas restritivas que foram mantidas por cidades e Estados nos \u00faltimos meses.<br \/>\nPor ora, as estat\u00edsticas trazem certa esperan\u00e7a: desde junho, as m\u00e9dias m\u00f3veis de casos e \u00f3bitos por covid-19 caem constantemente. Mesmo assim, os \u00faltimos dias foram marcados por ligeiros aumentos nesses \u00edndices.<br \/>\n&#8220;De uma maneira geral, podemos dizer que o cen\u00e1rio est\u00e1 cada vez melhor, ap\u00f3s aquele per\u00edodo de caos na sa\u00fade que vivemos entre mar\u00e7o e maio&#8221;, destaca o epidemiologista Paulo Petry, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<br \/>\nMas ser\u00e1 que os gr\u00e1ficos seguir\u00e3o nessa trajet\u00f3ria de queda daqui para frente? E o que cidad\u00e3os e gestores p\u00fablicos deveriam fazer agora para manter essa onda de boas not\u00edcias?<br \/>\nOnde estamos?<br \/>\nO primeiro semestre de 2021 foi marcado por uma segunda onda alt\u00edssima de infec\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos por covid-19 no Brasil. Os sistemas de sa\u00fade de v\u00e1rias cidades entraram em colapso e n\u00e3o existiam vagas suficientes para suprir a demanda de novos pacientes.<br \/>\nNo auge da crise, o pa\u00eds chegou a registrar m\u00e9dias m\u00f3veis de 77 mil novos casos e 3 mil mortes pela doen\u00e7a todos os dias. N\u00e3o \u00e0 toa, o pa\u00eds foi classificado como o epicentro da pandemia naquele momento.<br \/>\nNa virada para o segundo semestre, essas curvas come\u00e7aram a cair, embora tenham se mantido em patamares muito elevados durante os meses de julho e agosto.<br \/>\nMais recentemente, ao longo do m\u00eas de setembro, as m\u00e9dias m\u00f3veis estavam na casa dos 14 mil novos casos e 500 \u00f3bitos por covid-19 \u2014 n\u00fameros que chegam a ser seis vezes menores do que o registrado l\u00e1 no pico da segunda onda.<br \/>\nO que explica essa queda t\u00e3o grande? O pesquisador em sa\u00fade p\u00fablica Leonardo Bastos, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (FioCruz), destaca o papel das vacinas.<br \/>\n&#8220;O que aconteceu nesse meio tempo foi a vacina\u00e7\u00e3o, que teve um efeito muito claro e impressionante. Vimos uma redu\u00e7\u00e3o consistente nos casos e nos \u00f3bitos&#8221;, analisa.<br \/>\nA campanha de imuniza\u00e7\u00e3o contra a covid-19 come\u00e7ou em janeiro e fevereiro de 2021, mas os primeiros meses foram marcados pela escassez de doses, que serviram para proteger apenas a camada mais vulner\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o, como os idosos e os profissionais da sa\u00fade.<br \/>\nNo meio do ano, a chegada de milh\u00f5es de unidades de imunizantes permitiu incluir praticamente toda a popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira na campanha \u2014 no in\u00edcio de setembro, muitos prefeitos e governadores comemoraram o fato de que praticamente 100% dos cidad\u00e3os acima de 18 anos j\u00e1 haviam recebido ao menos a primeira dose que protege contra o coronav\u00edrus.<br \/>\nPessoas de m\u00e1scara em fila para vacina\u00e7\u00e3o. Ao fundo, placa escrito<br \/>\nGetty Images<br \/>\nAdes\u00e3o dos brasileiros \u00e0 campanha de vacina\u00e7\u00e3o foi muito mais alta do que o observado em partes dos EUA e da Europa<br \/>\nNo momento, cerca de 70% de todos os brasileiros j\u00e1 tomaram a primeira dose e 40% completaram o esquema vacinal (com a segunda dose ou com a vacina da Janssen, que exige apenas uma aplica\u00e7\u00e3o).<br \/>\nE aqui pesou bastante o fato de o Brasil ser um dos locais do mundo onde h\u00e1 grande aceita\u00e7\u00e3o dos imunizantes. Em partes dos Estados Unidos e da Europa, a campanha de vacina\u00e7\u00e3o at\u00e9 come\u00e7ou bem, mas esbarra atualmente numa parcela da popula\u00e7\u00e3o que se recusa a tomar as doses.<br \/>\nUma nova subida?<br \/>\nApesar da queda sustentada nos n\u00fameros durante os \u00faltimos meses, algumas estat\u00edsticas mais recentes, colhidas nos \u00faltimas dias, mostram um ligeiro aumento nos casos e nas mortes por covid-19.<br \/>\nNa segunda quinzena de setembro, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes voltou a ficar acima de 500 por dia no Brasil \u2014 no in\u00edcio do m\u00eas, essa taxa estava na casa dos 400.<br \/>\nOutra coisa que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a inclus\u00e3o repentina de dados que estavam represados em alguns Estados. S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, inclu\u00edram 150 mil casos de covid-19 &#8220;atrasados&#8221; no sistema de vigil\u00e2ncia.<br \/>\nIsso fez com que a m\u00e9dia m\u00f3vel de casos explodisse de um dia para outro: segundo o site do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass), essa taxa estava em 14 mil no dia 17 de setembro e pulou para 34 mil em 18\/9.<br \/>\nDe acordo com informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelas pr\u00f3prias Secretarias Estaduais de Sa\u00fade, o e-SUS Notifica, a plataforma onde esses n\u00fameros s\u00e3o registrados, passou por atualiza\u00e7\u00f5es e ajustes.<br \/>\nCom isso, as equipes respons\u00e1veis por realizar a notifica\u00e7\u00e3o encontraram algumas dificuldades nos \u00faltimos dias. A expectativa \u00e9 que as curvas voltem a se normalizar em breve, mas \u00e9 preciso acompanhar se isso realmente acontecer\u00e1 ou teremos efetivamente um novo aumento entre o finalzinho de setembro e o in\u00edcio de outubro.<br \/>\n7 de setembro<br \/>\nManifesta\u00e7\u00e3o do dia 7 de setembro<br \/>\nGetty Images<br \/>\nManifesta\u00e7\u00f5es do dia 7 de setembro foram marcadas por aglomera\u00e7\u00f5es<br \/>\nAinda entre as poss\u00edveis amea\u00e7as com potencial de quebrar essa sequ\u00eancia de boas not\u00edcias, os especialistas chamam a aten\u00e7\u00e3o para o que ocorreu no feriado do dia 7 de setembro.<br \/>\n&#8220;Nesta data, tivemos manifesta\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias cidades do pa\u00eds e muitas pessoas tamb\u00e9m aproveitaram para viajar&#8221;, destaca o virologista Jos\u00e9 Eduardo Levi, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Dasa.<br \/>\nEm locais como Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, centenas de milhares de brasileiros se reuniram para demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em setembro, tamb\u00e9m ocorreram manifesta\u00e7\u00f5es contra o presidente.<br \/>\n&#8220;E n\u00f3s vimos pelas imagens que as pessoas estavam aglomeradas e muitas n\u00e3o usavam m\u00e1scara&#8221; complementa o cientista, que tamb\u00e9m faz pesquisas no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<br \/>\nA janela entre o contato com o coronav\u00edrus e o desenvolvimento da covid-19 costuma demorar at\u00e9 15 dias. Ou seja: se alguns indiv\u00edduos que estiveram aglomerados no dia 7 de setembro se infectaram e criaram novas cadeiras de transmiss\u00e3o a partir dali, os efeitos pr\u00e1ticos disso s\u00f3 ser\u00e3o sentidos do dia 22\/9 em diante.<br \/>\n&#8220;O \u00faltimo feriado foi a prova dos noves. Os eventos ocorreram em plena circula\u00e7\u00e3o da variante Delta e precisamos ver como isso repercutir\u00e1 na pandemia a partir de agora&#8221;, completa Levi.<br \/>\nA Delta triunfou ou refugou?<br \/>\nIlustra\u00e7\u00e3o do sequenciamento do v\u00edrus<br \/>\nGetty Images<br \/>\nVariante Delta foi identificada no fim de 2020 e causou enorme estrago em v\u00e1rias partes do mundo<br \/>\nFalando em variantes, um terceiro aspecto que ajuda a explicar os n\u00fameros recentes tem justamente a ver com a Delta, que surgiu no final de 2020 e causou (e ainda causa) um enorme estrago em v\u00e1rias partes do mundo, como \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Reino Unido, Israel e Estados Unidos.<br \/>\nAs novas ondas de casos e mortes relacionadas a essa nova linhagem viral no mundo deixaram os pesquisadores brasileiros de cabelo em p\u00e9: o que impediria a Delta de provocar o mesmo problema em nosso pa\u00eds?<br \/>\nAlguns grupos de pesquisa que fazem a vigil\u00e2ncia dos coronav\u00edrus que est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o mostraram que essa variante se tornou dominante em algumas cidades, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, a partir de agosto.<br \/>\nMas, felizmente, a realidade contraria essas expectativas e n\u00e3o houve um aumento das interna\u00e7\u00f5es e mortes por covid-19 no Brasil, pelo menos at\u00e9 agora.<br \/>\n&#8220;Em locais como Londres, Nova York e Israel, passaram-se cerca de dois meses entre a chegada da Delta e um grande aumento no n\u00famero de casos de covid-19&#8221;, calcula Levi.<br \/>\n&#8220;As proje\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas indicavam um cen\u00e1rio catastr\u00f3fico para o Brasil tamb\u00e9m. Mas essa variante foi detectada aqui no come\u00e7o de junho, ent\u00e3o a explos\u00e3o de casos deveria ocorrer em agosto. J\u00e1 estamos no final de setembro e os n\u00fameros n\u00e3o subiram&#8221;, conclui.<br \/>\nMas como explicar isso? Por que essa variante n\u00e3o foi um bicho de sete cabe\u00e7as at\u00e9 agora no Brasil, como se esperava?<br \/>\nDe acordo com os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, h\u00e1 algumas teorias que podem ajudar a entender esse fen\u00f4meno.<br \/>\nA primeiro delas \u00e9 novamente o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o: apesar de as doses dispon\u00edveis perderem um pouco da efetividade contra a Delta, elas continuam a funcionar relativamente bem, especialmente contra as formas mais graves da covid-19, que exigem hospitaliza\u00e7\u00e3o e intuba\u00e7\u00e3o.<br \/>\nProfissional da sa\u00fade trabalha com paciente em maca ao fundo<br \/>\nGetty Images<br \/>\nA taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos por covid-19 no Brasil tamb\u00e9m caiu consideravelmente neste segundo semestre, apontam os boletins da FioCruz<br \/>\nO segundo motivo est\u00e1 relacionado \u00e0quela segunda onda de casos que acometeu o pa\u00eds entre mar\u00e7o e maio.<br \/>\n&#8220;Tivemos muitas pessoas infectadas, ent\u00e3o ainda h\u00e1 uma resposta imune natural relacionada \u00e0 variante Gama, que foi respons\u00e1vel pelo pico registrado no primeiro semestre&#8221;, contextualiza Levi.<br \/>\nJuntos, esses dois ingredientes podem ter feito com que uma parcela consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o brasileira ainda tenha um bom n\u00edvel de anticorpos, seja pela vacina\u00e7\u00e3o ou pela infec\u00e7\u00e3o natural (que, ali\u00e1s, nunca \u00e9 desej\u00e1vel, pois isso est\u00e1 relacionado ao aumento de mortes). E, por sua vez, essa soma de fatores poderia ter sido capaz de barrar uma nova onda de infec\u00e7\u00f5es pela Delta.<br \/>\nVale refor\u00e7ar aqui que essas s\u00e3o apenas suspeitas e ainda n\u00e3o existem evid\u00eancias cient\u00edficas s\u00f3lidas para confirmar a liga\u00e7\u00e3o entre essas duas coisas.<br \/>\nPara onde vamos?<br \/>\nNum cen\u00e1rio positivo, mas com algumas incertezas importantes, os especialistas entendem que \u00e9 preciso observar o que acontecer\u00e1 nas pr\u00f3ximas semanas antes de ter a certeza de que o pior j\u00e1 passou.<br \/>\nA epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes), pondera que a pandemia no Brasil parece estar sempre atrasada em rela\u00e7\u00e3o ao que ocorre em algumas partes do Hemisf\u00e9rio Norte.<br \/>\n&#8220;At\u00e9 o momento, as curvas epidemiol\u00f3gicas da covid-19 nos Estados Unidos e na Europa se repetiram algumas semanas depois em nosso pa\u00eds&#8221;, lembra.<br \/>\nE a situa\u00e7\u00e3o de momento nesses locais n\u00e3o \u00e9 das melhores: com o avan\u00e7o da Delta e as dificuldades em convencer parte da popula\u00e7\u00e3o a tomar as vacinas, o n\u00famero de casos e mortes voltou a subir de forma consider\u00e1vel por l\u00e1. Em terras americanas, por exemplo, j\u00e1 s\u00e3o registrados mais de 2 mil \u00f3bitos por covid-19 todos os dias, de acordo com os \u00faltimos boletins.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o mesmo cen\u00e1rio vai acontecer no Brasil? Ningu\u00e9m sabe. &#8220;Dada nossa cobertura vacinal, a tend\u00eancia \u00e9 que a gente mantenha essa queda nos dados ou a situa\u00e7\u00e3o se estabilize num certo patamar de casos e mortes&#8221;, projeta Bastos, da FioCruz.<\/p>\n<p>&#8220;Agora, n\u00e3o temos certeza se esse patamar ser\u00e1 &#8216;aceit\u00e1vel&#8217; ou ainda estaremos com muitas hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes por infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias todos os dias&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Falamos aqui de probabilidades. E \u00e9 preciso ter em mente outras coisas que podem aparecer pelo caminho, como o surgimento de uma nova variante ainda mais potente que a Gama ou a Delta e com capacidade de driblar completamente as vacinas.<\/p>\n<p>&#8220;Uma coisa que aprendemos durante essa pandemia \u00e9 o quanto o coronav\u00edrus \u00e9 imprevis\u00edvel, portanto n\u00e3o podemos cantar vit\u00f3ria ainda&#8221;, concorda Levi.<br \/>\nO efetivo controle da pandemia depende do engajamento da popula\u00e7\u00e3o, que precisa ir aos postos de sa\u00fade para tomar a primeira, a segunda ou, se for o caso, a terceira dose dos imunizantes.<br \/>\nFila para vacina\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro<br \/>\nGetty Images<br \/>\n\u00c9 importante que todas as pessoas voltem ao posto para tomar as doses de vacina preconizadas para proteger contra as formas mais graves de covid-19<br \/>\n&#8220;Tamb\u00e9m devemos tomar muito cuidado com as medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, como usar m\u00e1scaras de qualidade e evitar aglomera\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Maciel.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o podemos cometer o mesmo erro dos Estados Unidos, que retirou a obrigatoriedade das m\u00e1scaras e precisou voltar atr\u00e1s logo depois. Retomar essas pol\u00edticas \u00e9 sempre muito dif\u00edcil&#8221;, diz a epidemiologista.<br \/>\nPetry entende que as reaberturas anunciadas por Estados e munic\u00edpios do Brasil tamb\u00e9m precisam ser feitas aos poucos e com muito cuidado. &#8220;A flexibiliza\u00e7\u00e3o precisa ser gradual, e n\u00e3o aquele oba-oba que vimos na Europa&#8221;, conta.<br \/>\n&#8220;E os gestores precisam sempre acompanhar os n\u00fameros e ter pulso para agir a tempo caso percebam uma piora&#8221;, sugere o epidemiologista da UFRGS.<br \/>\nNo reino das incertezas, ser\u00e1 necess\u00e1rio aguardar as pr\u00f3ximas semanas de setembro e outubro para entender se o futuro da pandemia no Brasil ser\u00e1 marcado por frustra\u00e7\u00e3o ou esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O final de setembro \u00e9 marcado pelo fim do inverno e o in\u00edcio da primavera no Hemisf\u00e9rio Sul. 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