{"id":2876,"date":"2021-03-01T08:35:47","date_gmt":"2021-03-01T11:35:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/?p=2876"},"modified":"2021-03-01T08:35:48","modified_gmt":"2021-03-01T11:35:48","slug":"livro-produzido-em-brasilia-sobre-virus-traca-paralelo-com-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/livro-produzido-em-brasilia-sobre-virus-traca-paralelo-com-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Livro produzido em Bras\u00edlia sobre v\u00edrus tra\u00e7a paralelo com a pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Morando na capital desde 1975, o sanitarista e escritor Vitor Pinto descreve uma situa\u00e7\u00e3o de calamidade muito inspirada na atualidade<\/p>\n<p>H\u00e1 45 anos envolvido pela literatura, como escritor, profiss\u00e3o que rendeu Vitor Gomes Pinto uma cadeira na Academia de Letras de Bras\u00edlia, ele\u00a0acaba de ver pr\u00e9-lan\u00e7ado pela Alpha Graphics o livro de sua autoria,<br \/>\n<em>Enigmas de Monte Martelo: vidas em quarentena<\/em>. Politicagem e desrespeito\u00a0\u00e0 ci\u00eancia afligem a cidade fict\u00edcia de Monte Martelo, na qual o v\u00edrus ixtiwa ocasiona isolamento e altera uma comunidade que, em parte, traz em si a resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a. O cen\u00e1rio descrito parece superar a grave crise presente com a covid-19.<\/p>\n<p>Numa escala inferior \u00e0 da abrang\u00eancia global com a pandemia, o texto registra efeitos de uma epidemia. &#8220;O escritor tem que escrever. Uma das minhas motiva\u00e7\u00f5es foi a do fato de estarmos em plena pandemia. \u00c9 momento de enfrentar e de colaborar. No\u00a0texto, trato de um universo mais restrito, mas que revela elementos como a falta de seguran\u00e7a trabalhista, e acho que d\u00e1 para ver refletida a situa\u00e7\u00e3o em que nossos empregos se foram. Abordo a falta de aposentadoria e o que ser\u00e1 dos jovens futuros trabalhadores&#8221;,<br \/>\nadianta Vitor Pinto.<\/p>\n<p>No enredo do livro, h\u00e1 um prefeito que nega muitos fatos, tendo respaldo de um grupo de apoiadores nazistas.\u00a0<em>Enigmas de Monte Martelo<\/em>\u00a0teve uma esp\u00e9cie de lan\u00e7amento dom\u00e9stico recente, mas a pandemia tem afetado maior divulga\u00e7\u00e3o inicial. Com 200 exemplares financiados por investimento pr\u00f3prio do autor,<br \/>\na obra estar\u00e1 na livraria Leitura (a R$ 50), j\u00e1 na Amazon \u00e9 poss\u00edvel encontrar a vers\u00e3o em e-book, a R$ 30. Pedidos tamb\u00e9m podem ser feitos diretamente no e-mail\u00a0<a href=\"mailto:pvitorgomes@gmail.com\">pvitorgomes@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>Ainda que assegure um desfecho mais tranquilo para a nova obra em rela\u00e7\u00e3o ao de<em>\u00a0A sobreviv\u00eancia de W<\/em>\u00a0(escrito em 2019), Vitor Pinto externa a preocupa\u00e7\u00e3o como sanitarista que sempre se viu mobilizado pela \u00e1rea da sa\u00fade p\u00fablica. Ex-funcion\u00e1rio do Ipea, t\u00e9cnico do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, h\u00e1 cinco anos, quando ajudou a implantar o segmento de sa\u00fade do homem, Vitor conta que o livro &#8220;\u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o mas com embasamento t\u00e9cnico em ci\u00eancia e pesquisa&#8221;.<\/p>\n<p>Alavancar uma den\u00fancia trouxe ainda um fio otimista para o enredo que fala de esperan\u00e7a. &#8220;No livro, atua um laborat\u00f3rio de alto n\u00edvel japon\u00eas&#8221;, explica, ao que completa: &#8220;O livro \u00e9 um grito a mais contra o bloqueio a solu\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, num momento em que o Brasil \u00e9 o pior de todos&#8221;. Morcegos como agentes transmissores indiretos de uma epidemia, esperan\u00e7as em torno de um antiviral, ondas de desrespeito ao<br \/>\nisolamento e a chance de trabalhadores serem escravizados, sem efetiva a\u00e7\u00e3o sindical, emolduram dramas de personagens do livro de Vitor Pinto, que ainda exp\u00f5e uma luta de classes contra desigualdades.<\/p>\n<p>Fac\u00e7\u00f5es de mercen\u00e1rios e gangues entram em cena no livro que entrega um destino pouco grato para ind\u00edgenas da etnia krah\u00f4, pioneiros de \u00e1rea que faz divisa com Tocantins, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed. Com muito suporte t\u00e9cnico, o escritor do livro n\u00e3o poupa agradecimentos para o professor Jos\u00e9 G. D\u00f3rea, presente no delinear do tema; para St\u00e9phane Cabaret, presente nas dicas para a constru\u00e7\u00e3o de ambiente do Bairro Franc\u00eas (importante reduto de intera\u00e7\u00e3o entre personagens) e ainda a Ren\u00e9 Mendes, capacitador das\u00a0 nuances e do panorama trabalhista pouco encorajador para muitos personagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Obra<\/p>\n<p>Monte Martelo \u00e9 uma pequena cidade assolada por um coronav\u00edrus cuja gravidade supera \u00e0 da Covid-19. Originado na imensa grota dos morcegos junto \u00e0 aldeia krah\u00f4 recebe um nome ind\u00edgena: ixtiwa.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o local nega-se a combater a epidemia, isola o munic\u00edpio e resiste \u00e0 mudan\u00e7a, sustentada por mercen\u00e1rios. Gangues armadas pressionam a sociedade.<\/p>\n<p>O sistema de sa\u00fade se reestrutura na luta contra a epidemia tendo como base o Hospital Dona Romanela que a todos atende. Embora distante da capital, Monte Martelo tem no Instituto de An\u00e1lises Qu\u00edmicas um modelo de alta qualidade onde se prepara um antiviral eficaz.<\/p>\n<p>Quando se difunde a fama de que a cura estava a caminho, gente de toda parte ignora o isolamento e invade a cidade exigindo tratamento e trazendo consigo doen\u00e7as concorrentes.<\/p>\n<p>Trabalhadores tornam-se escravos dos Aplicativos, n\u00e3o s\u00f3 no esquema Uber, mas desafiam os duros tempos atuais para encontrar novas formas de organiza\u00e7\u00e3o mesmo sem contar com apoio dos sindicatos tradicionais.<\/p>\n<p>Enquanto o Bairro Franc\u00eas aos poucos se transforma em um orgulho para a cidade, os moradores dos Altos do Vinagre participam das lutas urbanas e n\u00e3o s\u00f3 para superar sua intensa mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de fertilizante org\u00e2nico a partir do guano dos morcegos ajuda a reconstituir a base econ\u00f4mica do munic\u00edpio at\u00e9 que os animais decidem retomar seu habitat.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/livro-produzido-em-brasilia-sobre-virus-traca-paralelo-com-a-pandemia\/vitor-pinto-livro-244x350\/\" rel=\"attachment wp-att-2877\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2877\" src=\"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vitor-Pinto-Livro-244x350.jpg\" alt=\"\" width=\"244\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vitor-Pinto-Livro-244x350.jpg 244w, https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vitor-Pinto-Livro-244x350-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morando na capital desde 1975, o sanitarista e escritor Vitor Pinto descreve uma situa\u00e7\u00e3o de calamidade muito inspirada na atualidade H\u00e1 45 anos envolvido pela literatura, como escritor, profiss\u00e3o que rendeu Vitor Gomes Pinto uma cadeira na Academia de Letras de Bras\u00edlia, ele\u00a0acaba de ver pr\u00e9-lan\u00e7ado pela Alpha Graphics o livro de sua autoria, Enigmas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2877,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-2876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2876"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2879,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2876\/revisions\/2879"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sodf.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}