Occhi toma posse como presidente do Iges e anuncia novas Upas no DF Primeira unidade, a de Ceilândia, deve ser entregue em maio. Outras seis devem ficar prontas entre junho e setembro

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Logo após tomar posse como novo presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), o ex-ministro da Saúde e ex-presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Gilberto Occhi, anunciou a inauguração de novas unidades de pronto atendimento (UPAs). A declaração foi feita nesta quarta-feira (17/3).

A primeira UPA a ser inaugurada será a de Ceilândia, ainda em maio, segundo Occhi. Até a semana passada, 78% das obras dessa unidade estavam concluídas. Outras seis – em Brazlândia, Gama, Paranoá, Planaltina, Riacho Fundo e Vicente Pires – deverão ser inauguradas entre junho e setembro.

Gilberto Occhi ressaltou que esse cronograma foi apresentado ao governador Ibaneis Rocha (MDB), em reunião nessa terça-feira (16/3). Para o novo presidente do Iges, a construção das UPAs é uma das principais contribuições que a instituição dará para ampliar e melhorar os serviços de saúde pública do DF.

Desafios

Gilberto Occhi destacou que, diante da nova onda do coronavírus, a prioridade para enfrentar a pandemia é garantir o funcionamento pleno das unidades administradas pelo Iges-DF: o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as UPAs.

O desafio, segundo ele, é manter essas unidades abastecidas com medicamentos e oxigênio; equipadas com leitos e aparelhos que atendam pacientes com Covid-19 e operando com equipes de profissionais de saúde motivadas e em quantidade suficiente para atender à demanda.

O HRSM parece ser uma das unidades de saúde que mais sofrem com a pandemia. Nessa terça, a força-tarefa da Ação Conjunta Covid-19 fez uma diligência na unidade de saúde e flagrou ligações improvisadas e gambiarras de oxigênio. Além disso, o hospital tem pacientes internados nos corredores e até em consultórios. Em uma das áreas, apenas um biombo separa pacientes com Covid-19 de pessoas com outras enfermidades.

Já o Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) chamou a atenção para a sobrecarga de trabalho dos médicos no enfrentamento à pandemia. Em entrevista coletiva nessa semana, o órgão afirmou que, segundo relatos, as situações mais críticas estão no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e HRSM. “Temos relatos de um médico atendendo de 30 a 40 pacientes”, disse o presidente do CRM-DF, Farid Buitrago Sánchez.