Interventor federal define 3 prioridades após prisão de bolsonaristas

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Nomeado por Lula interventor na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli definiu três prioridades após a prisão de bolsonaristas radicais que invadiram os Três Poderes.

A primeira é a conclusão da transferência de todos os cerca de 1.200 detidos para o Instituto Médico Legal e, depois, para o presídio da Papuda. Identificação e transferência começaram a ser feitas nesta segunda-feira (9/1), mas só deverão terminar nesta terça.

A segunda é azeitar a linha de comando das forças de segurança, aumentando a integração para prevenir a ocorrência de novos episódios de vandalismo. Ontem o coronel Klepter Rosa assumiu interinamente o comando da Polícia Militar do DF, após o interventor exonerar o antecessor, coronel Fábio Augusto.

A terceira tarefa, tocada principalmente pela Polícia Federal, é individualizar a conduta de cada manifestante. Há bolsonaristas, por exemplo, que ultrapassaram a barreira policial mas ficaram do lado de fora dos prédios do Congresso, STF e Planalto. Já outros invadiram as instalações e depredaram patrimônio público.

Essa individualização é importante para a adequada identificação e punição dos crimes. Para auxiliar nos trabalhos, o Ministério da Justiça criou um e-mail para receber informações: denuncia@mj.gov.br.